quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Dr. Paul LaViolette Terra sob Fogo: Superonda Galática





Lagonisi, Grécia, 29 de julho de 2009
Introdução
PAUL LaVIOLETTE (PLV): Esse é o problema com os projetos negros. Eles estão completamente isolados do resto do mundo, descobrindo coisas como se fossem encontradas por eles pela primeira vez, enquanto todos os outros que poderiam contribuir com seu esforço no assunto são deixados fora desse círculo; quando na verdade as pessoas deveriam ser inseridas nesses círculos a fim de ajudar. 
Porque manter isso em segredo? Todos nós desejamos ajudar na preparação para o próximo evento.

Pessoalmente, até onde cheguei, com todo trabalho que realizei, posso apenas falar de probabilidades, que estamos atrasados, mas não sei quando isso virá. Posso dizer que dentro dos próximos 400 anos, há mais de 90% de chances de termos um evento desses. Seja um evento pequeno ou um dos grandes, eu não sei. Isso é o mellhor que posso fazer.

Bom, agora poderia estar falando algo completamente diferente se eu tivesse alguma evidência real que já existiu algum evento desses, se alguém já houvesse detectado um.

E isso traria também o que chamamos de PEM – Pulso Eletromagnético – associado a ele, algo como os efeitos de uma explosão nuclear a grande altitude em nossa atmosfera. 
KERRY CASSIDY (KC): Bem, você é essa coisa rara, “Um cientista com consciência”?

PLV: Acho que você poderia dizer isso, sim. Esse sou eu, acho. Meu interesse é ajudar a humanidade. Sou interessado na verdade e não em viver em um sonho criado por qualquer sistema de crença que outras pessoas possam te induzir a seguir que não se encaixa nos dados.
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Início da Entrevista 

BILL RYAN (BR): Somos Bill Ryan e Kerry Cassidy do Projeto Camelot e hoje é quarta-feira, 29 de Julho de 2009. Estamos em Lagonissi, ao sul de Atenas, na Grécia. É um grande prazer estar aqui, porque estamos com Dr. Paul LaViolette, que poderia ser descrito, acredito eu, como um astrofísico dissidente que possui algumas teorias muito importantes que podem causar grande impacto, se é que posso usar essa expressão, para as pessoas desse planeta nesse momento. 

Estamos aqui para pedir que Paul explique a “Hipótese da Superonda Galática”, essa é a forma mais resumida que posso colocar. 
KC: Então Paul, Porque não se apresenta e fala algo sobre sua formação? 
PLV: Bem, Cresci em uma família de cientistas em Schenectady, Nova York. Meu pai e minha mãe trabalharam no “Projeto Manhattan.” Meu pai era engenheiro nuclear, trabalhando com submarinos nucleares naquela época. Com isso estive em contato desde cedo com reatores nucleares e física nuclear.

Eu estava de certa forma entusiasmado com a ciência desde muito cedo, com passatempo em química, eletrônica e pirotecnia.
[risos] Eu era o garoto da rua que soltava foguetes de seu quintal – quase tive um acidente grave. Foi de certa forma por sorte não ter me machucado seriamente.

Nos mudamos para a Grécia para passar uns anos e isso foi uma grande experiência quando estava no ensino médio. Fui ao Johns Hopkins para minha licenciatura em física. Depois fiz um mestrado em administração de empresas.

Como eu era um opositor nato, no meio de minha formação de administração, tirei dois anos para prestar serviços alternativos; trabalhava em Harvard fazendo pesquisas em saúde pública, para proteção respiratória dos trabalhadores. 
Após concluir na Universidade de Chicago – meu mestrado em administração de empresas – Fiz meu Ph.D. (doutorado) em Ciência de Sistemas na Universidate do Estado de Portland. Levei alguns anos para passar por isso. 
Criei a Fundação Starburst logo após me formar, que existe até hoje. É um instituto de pesquisa. 
KC: Que tipo de pesquisa é realizada? 
PLV: Bem, Eu criei a fundação com o propósito de investigar o "Fenômeno da Superonda" e o evento que assinale que uma superonda esteja prestes a chegar, porque assim poderíamos entrar rapidamente em estado de alerta, assim como quando temos os primeiros sinais de um terremoto, você começa a alertar todos. 
Estávamos lidando com um fenômeno pouco conhecido por todos, por isso me senti obrigado a experimentar e fazer o melhor possível para informar as pessoas a respeito desse novo conceito. 
KC: Então você contratou e treinou pessoas que eram capazes de lidar e compreender a ciência por trás da Superonda?
PLV: Em certo momento tivemos alguns voluntários nos ajudando, por exemplo, quando colhemos amostras de gelo na Holanda, para ajudar a preparar a caixa para trazer essas amostras, mas nunca tivemos realmente recursos financeiros suficientes para manter pessoas contratadas.
KC: Ok. 
PLV: A maior parte das instituições de caridade estavam interessadas em patrocinar artes, pois eles acreditam que ciência é coisa para Fundação Nacional de Ciências e a NASA, mas eles [FNC & NASA], costumam patrocinar pesquisas convencionais que estejam dentro dos paradigmas deles.  
KC: Então o que você está dizendo, basicamente, é que criastes esse instituto, se é assim que o chama? Ou poderia chamá-lo de um Grupo de Especialistas, ou ...?
PLV: Eu o chamaria de Instituto de Pesquisa. 
KC: Instituto. Ok. E em teoria ele está lá no caso de você descobrir que a superonda realmente está a caminho. Mas de certa forma você já não considerou isso como uma realidade? 
PLV: Bem, sim. Há uma Superonda a caminho, vindo do centro da galáxia – a 23.000 anos luz de distância. Não acredito que haja uma, mas várias a caminho de nós. 
Também existem outros propósitos para a fundação; era para fazer um trabalho sobre uma física que desenvolvi, chamada de Cinética Subquântica, que tem novas implicações tanto para a tecnologia quanto para a cosmologia. Na verdade isso revisa completamente a forma como vemos o nosso mundo e o universo.  
Também fiz trabalho na área de pscicologia no que diz respeito a formação dos pensamentos, tal que essa era uma terceira área que poderíamos investigar. Energia Alternativa seria um quarto tema possível. Bem, todos esses.   
KC: Ok, então você está dizendo que existe uma Superonda Galática a caminho e achas que tem mais de uma? 
PLV: Sim. Várias. 
KC: Várias. 
PLV: Hum-hum. 
KC: Ok, e a razão para pensar que existe mais de uma é...?
PLV: Bem, precisamos olhar para o passado a fim de compreender o futuro. Nesse caso estamos lidando com um fenômeno cíclico. Temos os registros das amostras de gelo colhidas na Antártida e na Groelândia, onde foram feitos testes de berílio 10, que é um indicador da intensidade dos raios cósmicos que atingem a superfície da Terra. Essa análise nos dá um gráfico de como a intensidade desse raios variou durante os últimos cem mil anos, indo para trás é possível ver esses picos.
Eu previ que encontraríamos esses picos quando fiz a dissertação do meu Ph.D. na Universidade do Estado de Portland, posteriromente essa informação veio à tona e, realmente, existiam os picos. Podemos pegar essa informação e a analisar para procurar os períodos. Verifica-se que existem certos períodos sobressaindo desses dados. Um desses é por volta de 26.000 à 28.000 anos, que é aproximadamente o ciclo de precessão da Terra. De fato, ambos tendem a se encaixar de uma forma muito interessante. 
Um outro é por volta de 11.500 anos. O terceiro é por volta de 5.700 anos, que é perto do ciclo do calendário Maya. Pode-se ver que houve um grande evento no final da era glacial entre 11.000 e 16.000 anos atrás e estamos com o prazo vencido para o início de um novo evento.
Existiram eventos menores. Pode-se ver um evento menor ao redor de 5.300 anos atrás; que talvez tenha durado mais ou menos 20 anos. Também existiram eventos bem menores - com uma média de um a cada 500 anos aproximadamente - desde então. Houveram 14 pequenas emissões de gases do centro da galáxia, o que indica que isso estava ativo, mas não o suficiente para causar o pico visto nas amostras de gelo. 
KC: Você determinou isso olhando a amostra de gelo e a quantidade de resíduos contidos nas amostras?
PLV: Bem, eles estavam analisados o berílio 10, que é um elemento radioativo produzido na atmosfera pelos raios cósmicos. Não se origina na Terra, porque sendo radioativo se dissipa, decai. Esse elemento possui uma meia vida maior que o carbono 14, com isso se pode ir mais longe do que com o carbono 14. 
KC: Ok. Então quando você diz que há um evento pequeno, de que é composto um evento pequeno? Como isso afeta a Terra?
PLV: O evento pequeno ocorreu há 5.300 anos atrás, foi um pequeno sinal e foi facilmente perdido. Só foi possível vê-lo porque esse particular pesquisador fez um estudo detalhado na amostra de gelo e o encontrou - sem identificar o que era. Fui eu que chamei a atenção para este fato.
Ao mesmo tempo, um outro pesquisador descobriu que o clima esfriou inexplicavelmente nesse mesmo período e se tornou seco. Na verdade eles encontraram nos Andes... Lonnie Thompson, um glaciologista que trabalhou comigo, quando estava fazendo a pesquisa para o meu Ph.D, enviou-me as amostras de gelo do Camp Century que analisei. 
A equipe dele descobriu vegetação congelada nas amostras, como se tivesse sido rapidamente congelada, ainda mantinha a coloração verde, como se tivesse ocorrido uma tempestade de granizo naquele momento. Foi no mesmo ano que encontraram o homem de gelo nos Alpes; o homem de gelo foi datado no mesmo período. Parece que houveram fortes nevascas repentinas naquela época.
KC: Então você está supondo que essa superonda poderia causar uma era glacial?
PLV: Nesse caso, não causou. Um evento pequeno não causa uma era glacial, mas isso causou um resfriamento. Mas um evento grande... Nós vimos esses eventos acontecendo no momento do início da última era glacial. É possivel vê-los alinhados, não só no início da Era do Gelo, mas, também, no fim e com grandes transições climáticas entre os dois. Portanto, há uma clara ligação entre o clima e as superondas.
KC: Ok. 
BR: Gostaria de fazer algumas perguntas em nome de muitos dos nossos ouvintes inteligentes, que estão cientes do seu nome, e do fato de que você vem dizendo coisas que são levadas em consideração por várias pessoas inteligentes como algo importante. Mas eles não sabem o que é uma superonda. Gostaria de saber se poderias voltar um pouco, e dizer aos que nos assistem: O que é uma superonda? Isso existe, ou é um evento hipotético? Por que deveriam se importar?
PLV: Uma superonda consiste de elétrons, raios gama, raios x, luz, ondas de rádio dos raios cósmicos - em todo espectro - junto com uma onda de gravidade e tudo isso está viajando a velocidade da luz em direção ao nosso sistema solar. Na realidade, se propaga por toda a galáxia, como uma onda de choque viajando do centro de nossa galáxia em todas as direções.
BR: Então, em termos simples, é uma escala cósmica enorme, uma explosão galática vindo do centro da galáxia. 
PLV: Correto. Todos nós já ouvimos falar da explosão de raios gama.
BR: Sim.
PLV: Alguns cientistas criaram a teoria de que os raios gama vêm acompanhados de partículas carregadas, na verdade são essas partículas carregadas que geram os raios gama a caminho. Isso é o que uma superonda é, exceto que em escala muito maior. Ao invés de uma explosão, em uma fração de segundos, estaríamos lidando com algo que duraria centenas, até mesmo milhares de anos.
KC: Quando você diz que poderia durar centenas ou milhares de anos, você quer dizer que isso poderia viajar por centenas ou milhares de anos e levar todo esse tempo para nos atingir? Ou estás dizendo que o impacto na Terra duraria todo esse tempo?
PLV: O período efetivo que a Terra estaria passando por essa tempestade - pense nisso como uma tempestade galática - poderia estar em qualquer lugar entre poucas centenas de anos a milhares de anos, como 4.000 anos, talvez 5.000.
KC: Então você está vendo os traços disso no passado - porque você falou que a cada 26.000 anos existe a evidência disso e isso bate com a precessão dos equinócios. Você está dizendo que durante esse período há evidências de que tivemos a onda, que o impacto durou até 4.000 anos? Ou naquela época teve a duração de períodos curtos?
PLV: Se se olhar no registro - em meu livro mostrei o registro de berílio 10 - veja, por exemplo, por volta de 40.000 anos atrás houve um grande pico, com duração de 5.000 anos para a coisa toda.
Este é realmente um evento que tem sido muito estudado por outros glaciologistas. Todos concordam que a intensidade dos raios cósmicos subiu de forma real naquela época, apesar de terem proposto a teoria alternativa da explosão de uma supernova, sem dizerem onde estava a supernova. Sugeriram que alguma estrela próxima explodiu.
Minha resposta a essa teoria é que algo assim seria muito raro de acontecer, ter uma explosão estelar próxima o suficiente, para causar um aumento significativo na intensidade dos raios cósmicos na Terra. E estamos falando de muitos picos, você sabe. Eles só queriam explicar um, mas o que dizer... No registro que temos, há algo parecido com doze a quinze picos.
KC: E esses são cíclicos, em essência, estrelas não explodem de forma cíclica, até onde sei.
PLV: Isso é outra coisa. Sim.
KC: Ok. 
BR: Gostaria de lhe perguntar, Paul, se há um mecanismo pelo qual se reconheceu a hipótese do que quer que esteja no centro da galáxia - e existem aqueles que pensam ser um buraco negro - possa realmente emitir essas superondas de forma cíclica? Existe algum conhecimento anterior que comprove a existência dessa periodicidade?
PLV: Não ouvi nada a respeito deles terem proposto algo que explique uma natureza cíclica. Acho que consideram isso uma espécie de mistério.
Essa é uma visão convencional... porque eles vêem isso acontecendo em outras galáxias. Eles chamam de galáxias explodidas ou galáxias Seyfert; quasares. Existem vários nomes para o mesmo tipo de coisa.   
Em um certo momento eles pensavam que um quasar era um objeto incomum no espaço, quando na realidade, é a galáxia cujo centro se tornou tão brilhante que se parecer com uma estrela e eles não conseguiam ver a própria galáxia. Mas com o telescópio espacial, foi possível identificar os braços espiralados da galáxia.  
Eles poderiam pensar que essas galáxias explodidas tem um ciclo de muitas centenas de milhões de anos e que esse período de explosão duraria poucos milhões de anos, com a idéia de que se isso ocorreu em nossa galáxia - porque eles também poderiam dizer:Bem, é possível que aconteceu em nossa galáxia também; mas eles dizem: Bem, estamos em um período calmo agora, que deveria durar pelo menos 50 milhões de anos, então não deveriamos nos preocupar com isso.
E mesmo que tenha acontecido, a visão típica é que esses raios cósmicos seriam bloqueados pelos campos magnéticos que seriam o nosso escudo, retendo os raios cósmicos vindos do centro da galáxia. 
KC: Bom, voltando a sua teoria do que você chama de superonda, vês alguma evidência de que nós estamos no meio de uma agora? Ou muitas delas, é isso que estás dizendo?
PLV: Não, elas não chegaram. Nós estamos no olho do furacão, no período ensolarado de calmaria que precede a chegada de tempestades. O fato é que não se pode vê-las chegando porque viajam a velocidade da luz, é um fenômeno totalmente sem aviso, assim como uma explosão de raios gama. Eles somente o identificam quando seus detectores registram os picos, e passam a ter capacidade de localizar sua origem. 
KC: Bem, se isso está vindo para nosso sistema solar, outros planetas não seriam afetados antes de nós?
PLV: Sim, isso afeta todos os planetas e todas as estrelas. 
KC: Então, de certa forma, poderíamos ver isso vindo se víssemos seus efeitos em outros planetas antes de atingir a Terra. Correto? 
PLV: Bem, a luz gerada a partir dos efeitos causados em outros planetas também viaja na velocidade da luz, o que a deixa atrás do evento real.
BR: Sim, entendo muito bem que isso é algo que não se pode ver acontecendo por causa da natureza da limitada velocidade da luz, é algo que viaja além da velocidade da luz. Basicamente, chega e te atinge por trás, como se fosse, sem aviso. 
PLV: Sim. Existiria uma única forma de vermos isso e sermos avisados. Se, vamos dizer, hipoteticamente, que existe outras civilizações na galáxia, formas de vida inteligentes que reconhecessem a importância em saber quando esses eventos estivessem vindo e criassem postos avançados capazes de enviar sinais superluminosos - em outras palavras, os sinais teriam que viajar mais rápido do que a velocidade da luz - para serem capazes de chegar até nós e nos alertar que seríamos os próximos a sofrer o impacto da onda. Isso é possível.  
BR: Sim.
KC: Ok, bem, nós temos uma testemunha, que chamamos de Jake Simpson, que falou que "eles" enviaram uma nave que viaja além da velocidade da luz (superluminal) para fora de nosso sistema solar e viram uma onda se aproximando. Ele chamou isso de onda. Não estamos certos se ele realmente quiz dizer "onda", mas em essência, eles viram algo se dirigindo para nós.
PLV: Quem são "eles"? 
KC: Pessoas para quem ele trabalha em Projetos Negros, basicamente. Este é Jake Simpson. Esse foi um dos motivos que fez com que tivéssemos interesse em ouvir sua teoria, que de muitas formas coincide com o que ele disse, com o que eles viram. 
PLV: E quão perto está isso? Ele disse?
KC: Nesse período de anos, entre agora e 2017.
PLV: Hum-hum.
BR: Sim, isso é bem interessante. Foi uma conversa pessoal que tive com ele em outubro passado, quando nos encontramos. Ele não é físico, mas é um homem inteligente. Trabalhou internamente em Projetos Negros e está nos dizendo coisas no limite das possibilidades dele.
O que ele disse é que há uma onda a caminho. Ele ressaltou que "onda" era apenas um termo; uma metáfora. Ele disse para pensarmos nisso como uma "onda". Ele disse dessa forma. E não tenho idéia se ele está familiarizado com sua teoria.
PLV: Bem, esse é o problema com Projetos Negros. Eles estão completamente isolados do resto do mundo, descobrindo coisas como se fossem os primeiros, enquanto nós outros que podemos também estar trabalhando duro no mesmo assunto somos mantidos fora desse círculo.
Quem perde é toda a raça humana, basicamente. Porque eu estava aqui. Estive trabalhando nas superondas desde 1979, por 30 anos, e ficaria feliz em trabalhar com eles. Acredito que teria algo a contribuir se eles tivessem realmente esse tipo de informação.
KC: É realmente possível que estejam seguindo seu trabalho? Se beneficiando disso?
PLV: Ah, estou certo de que compraram meu livro e ele circulou entre os cientistas do Projeto Negro.
KC: Especialmente se seus pais, como dissestes, trabalharam no Projeto Manhattan.
PLV: Bem, independente disso, penso que eles buscam novas idéias o tempo todo para acrescentar ao trabalho deles. Penso que até certo ponto eles sabem que não podem ter todas as idéias possíveis e que existem coisas interessantes do lado de fora.
Acho que realmente as pessoas deveriam ser trazidas de fora para ajudar. Por que manter em segredo? Todos nós queremos ajudar, nos preparar para o próximo evento.
Pessoalmente, o meu ponto de vista é, por todo o trabalho que realizei, só posso falar de probabilidades, que estamos atrasados para um, mas não sei quando virá. Porque estou olhando para o registro do passado, eu vejo os ciclos.
Vejo quando o último evento ocorreu e posso dizer que nos próximos 400 anos, há 90% de chance de termos um novo evento. Se será um evento menor ou um dos grandes, eu não sei. É o melhor que posso fazer. 
Agora, poderia estar dizendo algo completamente diferente se tivesse evidências reais de que existiu um, que alguém tenha realmente detectado um. A Fundação Starburst, por exemplo, rapidamente diria: Precisamod nos preparar!
Nós não estamos preparados para algo assim. Nem mesmo para um evento Carrington de tempestade solar que  destruiria todos os sistemas de energia, se tivessemos um.
KC: Então você está dizendo que uma superonda destruiria os sistemas de energia?
PLV: Sim, claro.
KC: Quais outros efeitos teria?
PLV: A coisa é, a superonda, em sua parte frontal, teria uma espécie de frente de onda de choque de raios cósmicos muito densos e teria também o que chamamos de pulso eletromagnético associado a ela, com efeito igual a explosão nuclear na alta atmosfera.
Quando isso chega, cria um efeito similar, assim como a Explosão Starfish - acredito que foi perto do Havaí - quando o pulso eletromagnético chegou, haviam partes inteiras da ilha sem energia elétrica. Poderia também fritar cicuitos elétricos; desconectar os telefones. Tivemos até mesmo eventos menores, como explosões de raios gama, que afetam e avariam todos os sistemas de comunicação. Algo como isso poderia destuir todos os nosso satélites. Telefones móveis deixariam de funcionar. As redes de TV sairiam do ar se dependessem de satélite. 
Talvez os telefones continuassem a funcionar se fossem por fibra ótica, se estivessem isolados dessa espécie de coisa. As redes de energia receberiam o pulso. Os fios teriam uma altíssima voltagem que destruiria os transformadores - os transformadores redutores que recebem a alta voltagem e a converte na corrente elétrica que usamos em nossas casas.
KC: Isso não afetaria também os carros que temos agora?
PLV: Todos os carros modernos possuem chips. No caso de um pulso eletromagnético de uma explosão nuclear, por exemplo, eles avisam que se poderia fritar esses chips.
KC: E é algo que poderia durar 100 anos, como você está dizendo, depois que chegar.
PLV: A parte frontal - estamos falando de algo que aconteceria em minutos e seria precedido por uma onda gravitacional que causaria terremotos; eventos sísmicos por todo planeta, não apenas em alguns lugares. Isso seria um primeiro aviso, realmente, sacudindo as coisas. 
BR: Deixe me voltar um pouco novamente para ajudar nossos ouvintes a entender isso, para me ajudar. Uma superonda incorpora uma explosão de raios gama, ou são dois fenômenos diferentes que você está descrevendo?
PLV: São diferentes. A explosão de raios gama da qual falam, são explosões estelares isoladas, talvez grandes supernovas explosões. Existem efeitos físicos especiais envolvidos, essas estrelas são muito incomuns, como estrela de nêutrons colidindo e assim por diante.
BR: Ok. 
PLV: O ponto, é que seja lá o que forem, somente podemos adivinhar, porque estào muito longe. A maioria das explosões de raios gama que capturamos ocorreram em outras galáxias, distantes milhões de anos luz.
Existiu um único caso em que observamos uma esplosão de raios gama proveniente de nossa galáxia. Foi em algum lugar próximo ao centro, mas não no centro da galáxia. O estranho nesse caso, foi que aproximadamente dois dias antes da explosão chegar, ocorreu o pior evento sísmico que tivemos em 30 anos e causou o tsunami de 2004, um dia depois do natal, na Malasia matando mais de 250.000 pessoas.
KC: Então estás dizendo que esse tsunami foi causado pela explosão de raios gamas?
PLV: A explosão de raios gama. Foi a primeira indentificada de dentro de nossa galáxia. Foi a mais intensa já observada na história do observatório de física de raios gama. 
A coninscidência de ocorrer pouco depois do pior terremoto que tivemos em 40 anos... Podemos analisar as probabilidades e podemos ver que é muito pequena a chance de ter sido só coinscidência.
KC: Bem, você está colocando de forma diferente raios gama e a superonda; Se comparássemos esses eventos; você diria que a superonda é... me soa como mais longo alcance, causaria impacto por anos.
PLV: Sim.
KC: E é cíclica, em oposição as explosões de raios gama que talvez não sejam explicáveis.
PLV: Nas explosões de raios gama, provavelmente, a estrela fonte termina se explodindo, completamente, em pedaços, por isso não há um ciclo.
Considerando as explosões no núcleo, estamos lidando com um objeto massivo no centro da galáxia - que os cientistas chamam de buraco negro. Eu não acredito em buracos negros e conheço outros astrofísicos que também não acreditam em buracos negros, mas acredito que é um objeto extremamente massivo. Acredito que seja o núcleo de uma estrela.
Na evolução natural, uma estrela ejeta a atmosfera dela, restando um núcleo muito denso. Esse núcleo tem uma desnsidade similar a uma anã branca que é, como dizem, uma tonelada por centímetro cúbico, ou em um caso extremo, tem a desnsidade de uma estrela de neutrons, que é milhões de vezes maior.
Quero dizer, estamos falando sobre uma galáxia espiral cujo o objeto no núcleo evoluiu ao ponto de começar essas explosões. E, a propósito, assim é como a galáxia se forma. Essas explosões realmente fazem parte da formação da galáxia. É o que causa o fenômeno da espiral, porque sem essas explosões, os braços em espiral se desfariam por si só. Este é um problema que tem feito os astrofísicos pensarem: Por que os braços espiralados não se dissipam ao girar? Bem, isso se dá ao fato de termos essas explosões cíclicas ocorrendo e elas propelem todo esse material.
KC: Mas você sabe o que causa isso? Essas explosões periódicas?
PLV: Sim. Tenho uma teoria que vêm da Cinética Subquântica. Na Cinética Subquântica temos uma criação contínua de energia e matéria, basicamente, uma violação a primeira lei da termodinâmica, o que não é uma grande coisa, você sabe... talvez os físicos considerariam isso uma grande coisa.
Mas o ponto, é que estamos falandp sobre um nível que é 10 vezes menor do que o que eles podem observar em um laboratório. De fato, eu sugeri um experimento onde eles pudessem observar isso no espaço com sinais de microondas entre naves espaciais.
Publiquei o montante do aumento de energia de um fóton nesse período de distância. De fato, eles acabaram encontrando isso, é chamado hoje em dia de O Efeito Pioneiro (The Pioneer Effect).
KC: Ok. Então essa Cinética Subquântica - do que você chama - partículas? Isso é uma teoria...
PLV: Cinética Subquântica é o nome que dei a essa física. É o resultado dos conceitos obtidos na teoria de sistemas, a área que estava estudando no meu Ph.D.
Se você trás conceitos de sistemas para física e trás, por exemplo, modelos desenvolvidos ná área da química, de como as ondas químicas se formam, percebi que esses, por exemplo, formam um modelo muito bom para descrever como as partículas se formam no espaço e você descobre que isso soluciona muitos problemas que a física tinha.
A física tradicionalmente se baseia na mecânica e estamos falando na abordagem da reação química a física. Na realidade poderias dizer que isso é alquimico e isso também tem laços com antigas idéias. 
KC: Tem relação com a física hiper-dimensional e as partículas sendo ondas dependendo de como olhamos para elas?
PLV: Ok, isso supõe a existência de dimensões superiores. A idéia básica, que foi o que me conduziu a todo esse trabalho que realizei, foi a constatação de que a base da Existência é fluída. Isso é totalmente diferente do que os físicos vem ensinando.
Os físicos ensinam que a base da existência é estruturada - existem partículas que de alguma forma se ligam umas as outras, mesmo os quarks. Falam de quarks em gluons, a "cola" que os mantém unidos, por assim dizer. 
Se eles começarem a falar sobre fluxo... Porque do ponto de vista deles... a física é uma ciência positiva. Eles querem observar, para dizer realmente: Bem, aí está. Eu o vejo.
Onde está esse fluxo? Bem, eles não podem vê-lo. Não se pode ver esse fluxo porque ele está em um nível etérico. Supõe-se um éter como um substrato formador do fenômeno físico.
BR: Uma explosão de raios gama, basicamente, é um evento local que se origina de uma supernova, que tem um poder de destruição colossal e temos sorte de não ter ocorrido nenhuma perto de nós. Nós basicamente temos observado essas explosões em galáxias visinhas.
Mas a superonda é algo diferente, que é cíclica, é acompanhada por uma onda de gravidade, é acompanhada por uma onda de detritos de raios cósmicos e dura um longo tempo, como uma tempestade, que é o que me conduziu a todo esse trabalho que venho fazendo, foi a conclusão de que a base da Existência é fluída. Isso é bem diferente do que os físicos tem ensinado. Deixa essas impressões e ecos materialmente em amostras de gelo, que é a evidência tangível que se tem de que há algo acontecendo aqui que não foi reconhecido.
Você poderia falar de tudo isso e colocar isso de uma forma simples para que as pessoas saibam do que estamos falando aqui? 
PLV: Ok. Nós também temos explosões de supernova em nossa galáxia, mas não as do tipo daquelas muito poderosas que causam essas explosões de raio gama. Salvo se, quando estamos vendo essas explosões de raios gamas, que são, são apenas um aglomerado de partículas muito energéticas que vêem em nossa direção em um determinado momento. Quando os cientistas dizem isso foi muito, muito poderoso,estão dizendo: Imaginem que essa era a mesma energia de qualquer que fosse o ângulo que se visse essa estrela e ela acabaria totalizando uma quantidade de energia astronômicamente enorme. 
Mas se foi apenas um estalinho, uma pequena explosão que veio, então se está em níveis mais razoáveis. Na verdade nós não sabemos; essas coisas estão muito longe. Mas sabemos que as explosões de supernova que ocorreram em nossa galáxia não nos afetam muito, a não ser que tenhamos uma muito perto, algo a 30 anos luz de distância, o que é um evento muito raro.
Mas as explosões de núcleo são diferentes em que, ao invés de uma fração de segundo do evento, estamos falando sobre qualquer coisa de vários anos para um evento muito menor a 4.000 ou 5.000 anos de duração.
Eventos mais longos podem realmente começar a afetar o clima, porque o que eles fazem é vaporizar o gelo dos cometas que cercam o nosso sistema solar, acabando por empurrar esse material nebuloso para dentro de nosso sistema, o que afeta a forma como a luz solar chega a Terra. Por fim, isso energiza o Sol. Cai direto no Sol, tornando-o mais ativo e uma estrela mais brilhante.
Na verdade, o Sol acaba fazendo mais danos à Terra do que a própria superonda. A superonda é esse tipo de coisa que trás essa poeira e, entáo, temos coisas piores acontecendo.
KC: Então é possível que esse ciclo solar 24 poderia atuar na Terra como um resultado de uma superonda que vai atingir o Sol?
PLV: Não.
KC: Não.
PLV: Não, porque estamos em um período intermediário, entre as superondas. O sistema solar está bem limpo dessas poeira.
Quero dizer, se o sistema solar estivesse envolvido com partículas como no nível que estou falando, nós todos veríamos isso. Veríamos a lua sendo encoberta por uma nuvem de poeira, ou uma nuvem de poeira enorme cruzando o sol.
KC: Oh, uau.
PLV: Seria definitivamente uma notícia de costa a costa; em ambos os lados do planeta.
BR: Essas nuvens de poeira, também não viajam do centro da galáxia à velocidade da luz?
PLV: Não, não, a poeira não vem do centro da galáxia. Já está em volta do nosso sistema solar de forma relativamente estacionária, normalmente orbitando o Sol.
Mas quando a superonda chega, cria uma onda de choque ao redor do sistema solar, porque o sistema solar possui campos magnéticos ao redor dele, e isso cria o que chamam de arco de choque em volta da heliopausa. A Heliopausa é o nome de uma espécie de escudo protetor dos campos magnéticos que circundam o sistema solar.
Nos campos magnéticos, as partículas da superonda tendem a ficar retidas em uma certa medida e atingem níveis muito elevados, o suficiente para que uma densa energia de raios cósmicos inicie a vaporização do gelo. Quando isso ocorre, é capaz, realmente, de elevar a temperatura de perto de, vamos dizer, dez graus acima de zero absoluto, para um nível onde o gelo poderia ser vaporizado e liberar poeira e vapor d'agua - gás - no espaço e esse material é atraído quando está sendo empurrado pela superonda de raios cósmicos. 
É como uma batalha entre o vento solar e a superonda de raios cósmicos. O vento solar tende a expelir essa poeira, mas então a superonda empurra isso e, na verdade, comprimirá o invólucro do campo magnético que está no interior do sistema solar.
Em minha tese que publiquei em 1993, [“Das explosões do núcleo galático e Seus Efeitos na Terra e no Sistema Solar”… www.etheric.com/LaVioletteBooks/EUF-CD.html]Sugeri que no final da era glacial, o invólucro foi empurrado quase até a órbita de Marte. Então, de lá, é um curto passo para essa poeira chegar ao redor do sol.
Isso poderia produzir um casulo ao redor do sol, tal que ele não pareceria amarelo como nós o vemos, ele seria avermelhado.
BR: Deixe-me passar de volta a você o que penso que você está dizendo. O que dizes é que a superonda cria um enorme impacto energético sobre os sistemas dinâmicos no sistema solar e, então, isso causa muitas complicações energéticas - e estou falando aqui deliberadamente de forma bem genérica - e isso realmente é o que cria as maiores mudanças no clima que poderia durar por vários milhares de anos.
Por causa das reverberações eletromagneticamente, as núvens de poeira, o comportamento do sol e tudo mais, causarão um completo efeito devastador localmente após a superonda se extinguir completamente. Estou aproximadamente correto a respeito disso?
PLV: Sim. Pense nisso como conceito de sistemas. Pense em um sistema e eles dizem daperturbação do sistema quando estão sob influência de uma força ou alguma coisa.
BR: Sim.
PLV: O sistema solar e, de fato, o sistema climático da Terra, aqui, está sendo perturbado por condições que normalmente não existem hoje. A energética inteira em rotno da Terra muda.
E isso está ocorrendo por décadas e décadas, é longo o suficiente para perturbar o sistema climático terrestre, vamos dizer, em uma era glacial ou o fim de uma era glacial. Se fosse muito breve, não seria longo o suficiente para causar essa tremenda mudança climática que nós temos visto.
KC: Mas você está dizendo que observastes que isso é cíclico e que acontece a cada 26.000 anos, pelo que entendi, em seu livro você está entrando em astrologia, o tarô, o calendário Maia e todas essas profecias que, você sabe, como dizem os Hopis que existem eras diferentes pelas quais passamos. De certa forma você deve estar prevendo uma vindo em breve. 
PLV: Correto. 
KC: De acordo com o ciclo.
PLV: Sim, bem, eu encontrei ciclos de 26.000, 11.500 e 5.700 anos. Esse foi um estudo realizado por algumas pessoas no estado de Washington, que fizeram cálculos numéricos como uma contribuição a Stardust - temos pessoas que nos ajudam as vezes. Com isso pudemos ver que estamos atualmente atrasados. 
Mas antes deles fazerem isso para se conseguir uma estimativa dos ciclos precisamente mais científica, você podia ver meu próprio trabalho. Eu fiz apenas por instinto e pude ver que isso estava lá, ambos os períodos de 13.000 e 26.000 anos. Mas estava um pouco fora, talvez. O menor está mais próximo a 11.500 e então há um período de 5.700 anos. 
KC: Se isso chega mais rápido do que a velocidade da luz, então...
PLV: Não tão rápido assim. Estou sugerindo na velocidade da luz, embora a onda de gravidade estaria levemente à velocidade da luz bem no começo, se fosse devido a  explosão que causaria isso ter uma  ligeira vantagem. Mas, praticamente toda a coisa viaja a velocidade da luz para nós.
KC: Então poderia ocorrer a qualquer momento? Digo, estou certa?
PLV: Sim, estamos em um período perigoso. Temos que ter consciência - o que muitos cientistas não têm, porque as teorias deles ainda acreditam que as explosões do núcleo galático ocorrem a cada centena de milhões de anos - temos que ter consciência de que nós estamos as margem de um vulcão, um vulcão galático e é um vulcão ativo, nós deveríamos estar esperando a erupção muito em breve.
KC: Quando dizes muito em breve, porque entendo que você está olhando em um intervalo longo - O que é muito em breve? É um ano? Dois anos? Quatro anos? Cem anos?
PLV: Eu não sei. Somente toquei a supercífie e digo que existe 90 por cento de chance de isso ocorrer nos próxmos 400 anos.
KC: Tudo bem.
PLV: Penso que estou bastante seguro de que algo ocorrerá, mesmo se for uma pequena explosão. Porque a astronomia moderna existe apenas há pouco mais de cem anos, não vimos quailquer luminosidade intensa vindo do centro da galáxia.
KC: E sobre o fato de estarmos nos aproximando de um alinhamento com o centro da galáxia? Isso afeta qualquer desses fatores ou os torna mais prováveis, ou a forma como isso nos atinge mudará?
PLV: Não. O que você está dizendo, o calendário Maia e o sol cruzando o plano galático, isso não tem efeito. O melhor a fazer é olhar para o período e quando o último evento aconteceu.
É interessante que o evento de 5.300 anos, o menor evento com mais ou menos 20 anos de duração, ocorreu pouco antes do início do ciclo do calendário Maia, o que ainda é corrente. Este ciclo começou 5.126 anos antes de 2000, ou antes de 2012, ao redor de 3.100 antes de cristo.
Considerando que estamos vendo esse evento que foi ao redor de 3.300 AC, mais ou menos uns cem anos, porque não sabemos precisamente essa datação. Contamos com a datação das amostras de gelo e isso poderia ser um pouco impreciso. Talvez com um erro de mais ou menos cem anos.
BR: O que gostaria de alcançar aqui, é uma forma de ajudar as muitas pessoas que assistem nossos vídeos a entender a base científica para o qual isso é plausível, que algo pode estar vindo nessa direção e é de nosso interesse entender e até mesmo nos preparar para isso, que muitas pessoas estão pressentindo. Elas estão lendo esse tipo de coisas na internet, as idéias ficam distorcidas e obscuras, pois elas não tem conhecimento do que estão lendo.
Elas ouvem esses termos, como superonda e explosão de raios gama, e não sabem o real significado, não sabem se isso é apenas falácia ou é algo que pode realmente afetar e mudar a vida delas, não sabem que base há para tomar tais afirmações seriamente e se aprofundarem no assunto.
A razão para estarmos aqui falando com você e porque você é o homem que representa e é o porta-voz dessas idéias importantes. E digo que são idéias importantes porque qualquer hipótese em física é uma idéia importante. Mesmo se for desmentida, essa era uma idéia importante até que foi desmentida e isso leva toda a coisa adiante, como você entenderá.
Então, a oportunidade aqui, é para que você explique aos que nos assistem, da melhor forma que puder, como é que esse fenômeno pode ser levado a sério, em sua opinião, que impacto poderá ter em nós. Quais são as probabilidades?
É esse catastrofismo que deveríamos ignorar e dizer: Quer saber, tudo vai ficar bem porque sempre esteve bem?
Ou talvez o registro geológico mostre que as coisas nem sempre estiveram bem e deveríamos estar em alerta, porque estamos vivendo em um planeta instável com um sistema muito dinâmico que é afetado por toda a espécie de coisas que estamos apenas começando a entender.
PLV: Bem, o que você está dizendo é o mesmo questionamento que veio a minha mente: Esse é um fenômeno real? Isso fez com que mudasse o tópico da minha dissertação, meu tabalho de Ph.D. para investigar o fenômeno da superonda. Em 1979, foi quando descobri que isso poderia acontecer. Criei uma hipótese. Chamei-a de Hipótese da Explosão Galática e convenci o comite da dissertação que poderia fazer isso, poderia testar essa hipótese, e que podia tirar o Ph.D. com nisso, o que não poderia ter feito em muitas universidades.
Aconteceu de eu estar em um programa que era interdisciplinar, a idéia era trazer evidências a partir de várias áreas - da geologia, da astronomia, da paleontologia, da física de altas energias - era adequado a este programa. 
No final, resumi as evidências e descobri que todas pareciam suportar esse conceito de que uma superonda havia de fato passado por nosso sistema solar entre onze e dezesseis mil anos atrás causando grandes efeitos no clima.
Tivemos uma significante extinção em massa, chamada de extinção do pleistoceno, onde grandes mamíferos morreram junto com as espécies de pássaros e um grande número de outros animais. Algumas pessoas disseram que foi a pior extinção desde a extinção dos dinossauros.
Também fui atraído para antigas lendas, embora não tenha incluído na dissertação, mas acredito que sejam uma fonte valiosa de informações.
BR: Bem, o mito do dilúvio, por exemplo. 
PLV: Os mitos do dilúvio, a estória do Sol queimando a Terra, Horus sendo picado pelo escorpião - o escorpião é o signo na direção do centro da galáxia -  coisas assim. 
BR: Isso é onde o rabo do escorpião na simbologia astrológica aponta para o centro da galáxia.
PLV: Correto.
BR: Como se os antigos estivessem tentando nos dizer algo.
PLV: Sim. Existem duas flexas nos símbolos astrológicos. Agora, lembre-se que esses signos, que chamamos de signos astrológicos, são na realidade constelações, e assim é como foram formados originalmente, como constelações de estrelas.
Existem duas flexas no zodíaco. Uma é a flecha de Sagitário e a outra é o rabo do escorpião, e ambas estão apontando, assim parece para algum coisa. Essa foi a primeira conexão que fiz entre a astrologia e o fenômeno da explosão do núcleo galático, quando percebi que o centro da galáxia estava na região que as flexas apontavam.
BR: Então o que estás colocando é que existiam astrólogos antigos, que também eram astrônomos, que estavam realmente tentando deixar uma mensagem para nós, de tal forma que não se perderia no tempo.
PLV: Correto. Eu acredito que o zodíaco foi um criptograma, uma cápsula do tempo que foi criada para alertarc as civilizações futuras do nosso planeta sobre isso.
BR: Então, aí foi onde sua jornada intelectual iniciou, mas, presumivelmente, não podias mencionar em sua tese de Ph.D.
PLV: Correto. Não incluí nada disso. Digo, quem se importa realmente onde consegues as idéias? O ponto é que você cria uma hipótese e a põe a prova - há evidência científica para isso? - essa é a principal preocupação que se tem to ponto de vista científico.  
KC: Então, o que dizes é que não há uma mudança dos polos, que você não vê uma evidência real - talvez possa me explicar isso - mas, entendo que apesar de ter afirmado que não houve mudança de polos nos períodos de 26.000 anos, mas sim, houve essa explosão galáticas de superonda. Ou até ciclos de 12.000 ou 13.000 anos.
PLV: Correto. Acredito que essas alterações climáticas que essas pessoas tiveram - outros, não sei se você gostaria de chamá-los de cientistas - esses outros teóricos sugeriram que a mudança dos polos estava ligada a geração de uma mudança climática.
Primeiro de tudo, existiram várias alterações no clima mesmo durante o recente Dryas, que foi entre 11.600 a 13.000 anos atrás. Se vê algo como 40 grandes alterações do clima nesse período gelado, para dizer que isso deveu-se a diversas inversões dos polos torna-se um pouco absurdo.
BR: Ok. Qual a sua resposta para o trabalho sério de Charles Hapgood, Rand Flem-Ath e Colin Wilson, que estão popularizando essa idéia?
Quero dizer, tendemos a chamar isso de inversão dos polos, mas eles estão falando sobre deslocamento da crosta. Entendo que você não considere a teoria de deslocamento da crosta como válida e gostaria muito de ouvir o que é isso na sua visão. 
PLV: Você sabe, se as evidências suportassem isso, eu estaria com isso, mas basta ir as amostras de gelo para por isso a prova. Por exemplo, o Sr. Flem-Ath falava sobre o posicionamento da Antártida perto de onde era o Chile durante a era do gelo e subitamente mudou para posição atual no final dessa era.
Ok, se isso fosse verdade, então poderíamos experar que o clima da Antártida fosse mais quente durante a era do gelo e não vemos isso. Enviei a ele algo como quatro curvas do clima da Antártida que mostravam que ela estava mais fria durante a era do gelo.
Mas para mim, olhando para esses dados, isso exclui uma inversão dos polos.
BR: Então qualquer tipo de deslocamento da crosta... 
PLV: Mais isso teria causado agitamento nos oceanos, o que seria esperado, se houvesse tal coisa. Então como não encontramos depósitos de água salgada no interior? Nós encontramos depósitos de inundação, mas é devido à água doce, o que sugeri serem proveniente do degelo das camadas de gelo - um degelo catastrófico.
BR: Um derretimento catastrófico das camadas de gelo poderia ser a explicação para o grande dilúvio?
PLV: Sim. Sim.
BR: Havia toda essa água?
PLV: Sim. É algo que não acontece hoje porque não temos mantos de gelo. Nós temos calotas de gelo.
Como na Islândia, tivemos casos onde a geleira havia derretido em uma certa área por um vulcão e criou uma espécie de reservatorio de água que, eventualmente, transborda através de uma represa e escorre. Chamam isso de ruptura de uma geleira. Estas são escala muito pequena se comparadas com o que ocorreu na era do gelo. 
BR: Então, para que tenha ocorrido um grande dilúvio como o descrito nas lendas, o manto de gelo teria que ter sido muito maior, o nível do mar mais baixo do que é agora e teria que ter ocorrido um degelo catastrófico. Sua teoria é que isso só poderia ter acontecido por um enorme evento de escala cósmica, que você está chamando de superonda. Está correto?
PLV: O Sol foi o principal envolvido. A superonda criou condições para que o Sol se tornasse mais ativo.
BR: Ok.
PLV: Também, a poeira cósmica ao redor da Terra na realidade cria, em alguns casos, um efeito de aquecimento porque pode reter luz que normalmente seria refletida para o espaço, criando uma espécie de aquecimento planetário.
BR: Ok.
PLV: Isso não foi algo que ocorreu somente na Terra, mas também podemos ver evidências nos desfiladeiros de Marte que parecem ter sido cortados por tremendas enchentes.
BR: Sim.
PLV: Eu acredito que Marte seja em grande parte coberto por gelo. É como uma tundra. As paredes dos desfiladeiros são na realidade gelo que derreteu durante alguns desses eventos.
Especialmente, há casos onde a Terra foi atingida por ejecões muito grandes de massa coronal. Temos evidências na Lua de pedras vitrificadas e um cientista da NASA sugeriu que a Lua esteve exposta a uma intensa radiação solar para isso acontecer, algo como uma luminosidade solar 100 vezes maior por pelo menos 100 segundos.
Em minha dissertação sugeri a alternativa, que talvez a Terra e a Lua tenham sido envolvidas por uma ejeção de massa coronal, e isso seria quente o bastante para derreter partículas na Lua.
KC: Sua teoria explica a perda de água de Marte como o resultado da ação de uma superonda sobre o Sol?
PLV: Poderias falar mais sobre a perda da água em Marte?
KC: Bem, Entendo que havia água em Marte, talvez mesmo muita água, e em algum momento ela desapareceu. Existem diferentes teorias para explicar esse desaparecimento.
PLV: Marte está com gelo de dois kilômetros de profundidade.
KC: Agora, você quer dizer. 
PLV: Está coberto com um manto de gelo de polo a polo. Podemos encontrar algumas áreas onde há mais rochas, mas a maior parte é gelo.
Por que se parece com poeira, como uma superfície empoeirada? Porque em Marte, quando o Sol brilha na superfície gelada, o gelo sublima, se transforma diretamente em gás, e deixa a poeira a trás. Assim, os primeiros centímetros da superfície são poeira, mas abaixo disso temos o que poderíamos chamar de solos sempre congelados. 
KC: Isso foi validado pelo veículo, o Mars Rover?
PLV: Sim, houve um veículo que circulou por apenas um ou dois anos atrás.
KC: Correto.
PLV: Eles tinham fotos e enviaram e, certamente, haviam pedaços brancos que eram realmente gelo misturado a terra. A razão de saberem que era gelo foi que tiraram fotos um pouco depois, quando o sol incidiu sobre a mesma área, e os pedaços brancos desapareceram, evaporaram. [risos] Então esse material está um pouco abaixo da superfície.
De fato, eles vêem barrancos que parecem recém formados pela erosão d'agua, em alguns casos esse gelo derrete. Enquanto estiver no subterrâneo há pressão suficiente para transformar o gelo em água e isso pode realmente brotar pelos lados desses desfiladeiros e criar essas ravinas.
BR: Isso é muito interessante. 
PLV: Estava falando sobre Marte ser coberta por gelo permanente e quanto mais dados são obtidos através dos satélites... Eles tem feito varreduras com radar e descobriram água que está a vários kilômetros ou mais de profundidade. Não é água pura -- está misturada com terra e outras coisas.
BR: Não estava ciente disso.
PLV: Se formos a Marte, não há dúvida que encontraremos água. Digo, onde quer que aterrisarmos, tudo que teremos que fazer é arranjar algo para derreter o que quer que cavemos.
BR: Ok. Deixe-me levá-lo de volta aos eventos de onze, doze mil anos atrás, não importa quando. Um dos eventos no registro histórico legítimo, de acordo com Platão, é o naufrágio de Atlântida por volta do mesmo período de tempo da extinção em massa dos grandes mamíferos e assim por diante.
É possível que a superonda seria acompanhada por algum tipo de onda de gravidade, que acredito, em seu modo de pensar, não causaria o deslocamento da crosta, mas penso que suas palavras são isso afeta o planeta em um tal grau que causa um grande impacto, resultando em terremotos e outros disastres.
PLV: Sim. Não é preciso na realidade haver uma grande mudança dos polos para causar grandes distúrbios sísmicos no planeta.
KC: E sobre uma inversão magnética dos polos? Isso está relacionado de alguma forma?
PL: Acredito que a inversão magnética dos polos está relacionada aos efeitos do Sol na Terra. O que acontece lá - descrevi isso em minha tese e meus artigos - quando uma ejeção de massa coronal chega, as partículas de raios cósmicos ficam presas no campo magnético da Terra. Isso produz o que poderíamos chamar de cinturão de radiação tempestade-tempo ao redor da Terra.
As partículas ficam a deriva, os elétrons em uma direção os prótons em outra e isso gera o que eles chamam de anel de corrente - tudo isso é aceito geofisicamente - e produz um campo magnético oposto ao campo da Terra.
Eles observaram isso após o evento de protons solar de 1956, quando uma ejeção de massa coronal, uma das grandes, atingiu a Terra. Eles observaram uma diminuição de um por cento do campo magnético naquela época. 
Então o que temos que fazer é ver em uma escala cem vezes maior e houveram de fato eventos que foram esses grandes eventos ao redor do período das extinções dos mamutes e preguiças, pode-se ver nos testes de carbono 14. 
Isso é algo que estou prestes a publicar. É muito novo. Eu localizei na amostra de gelo o evento quando essa explosão solar atingiu o planeta. Isso teria sido o suficiente para a energia da partícula anular o campo magnético da Terra.
KC: Entào você está dizendo que o desaparecimento de Atlântida de deveu a isso? 
PLV: Não. Tenho uma visão completamente diferente a respeito da estória de Atlântida. Acredito que seja uma lenda. Eu não acredito... e debati com entusiastas desse tema. Eles acreditam que vão sair e encontrar uma ilha com fossos e diques ao redor dela.
Agora, essa é a parte do Critias. O mito de Atlântida é dividido em duas partes, uma no livro Critias de  Platão e a outra no livro Timaeus também de Platão.
O mito de Critias é a criação de Atlântida e o mito de Timaeus é sobre o dilúvio, que, se datarmos o tempo fornecido pelo mito de Platão, é aproximadamente 11.600 anos atrás quando de fato houve um período de um acelerado derretimento glacial. O nível do mar subiu muito rapidamente naquele tempo, então houve a inundação.
Acredito que no mito da Atlântida de Timaeus simboliza o manto de gelo. O naufrágio sifnifica que o manto estava derretendo.
Como lembramos no mito, falava sobre Atlântida deixando para trás um mar de lama. Quando o gelo derrete e a inundação retrocede,  é isso o que temos, um mar de lama. Então na verdade a Atlântida, o manto de gelo norte-americano, que é quase como um continente - eles falam dele como um continente - se dissipou e agora está sob as águas, o oceano.
De fato, no livro de Platão, isso é uma discução entre Solon, o governande de Atenas, e um padre no Egito, em Sais, Egito. Esse padre conta para ele que esses mitos, como a estória de Atlântida ou a conflagração mito sobre Phaeton e as Carruagens do Sol, onde o Sol acabou queimando a Terra, essas são estórias alegóricas. Essas coisas não aconteceram realmente da forma descrita pelos mitos.
É preciso perceber que é uma parábola, olhe para isso de forma alegórica. Por exemplo, ele se referre a estória de Phaeton, que isso realmente representa corpos celestiais e os efeitos deles sobre a Terra, nesse caso o Sol.
KC: Então o que dizer a respeito de estarem dizendo que os polos magnéticos estão se invertendo agora. Você concorda com isso?
PLV: Por quanto eles estão dizendo? [risos]  
KC: Bem, não estou certa. Bill, você pode explicar? Penso que na realidade eles disseram que há uma mudança perceptivel recentemente.
BR: Sim. Não tenho os números. Entendo que seja reconhecido que parece haver uma inversão gradual acontecendo devido ao enfraquecimento... Parece haver uma inversão gradual ocorrendo. Não tenho os números. Isso pode significar que seja difícil para nós falarmos sobre isso, pensei que isso fosse reconhecido. Posso estar errado. 
PLV: Bem, a intensidade do campo magnético tem mudado ao lonfo do tempo. Variando para cima e para baixo, por cerca de 50 por cento durante este último período interglacial, nos últimos 11.000 anos. Na verdade, vem enfraquecendo a cerca de 2.000 anos.
Então essa é uma tendência que provavelmente pode ser contínua. Não vi os mesmos dados aos quais se refere.
KC: Ok. Voltando a superonda Galática e os impactos sobra a Terra, quando isso poderia ocorrer, você está usando previsão... fazendo referência a certas coisas como Tarô, como astrologia, como, você sabe, I Ching, etcetera, para prever a chegada da superonda.
PLV: Não.
KC: Ok. Então o que você está usando?
PLV: É tudo baseado em ciência. E algo que não conseguimos é: Quais são as evidências de um evento passado? Realmente não consegui entrar nesse aspecto.
BK: Ok.
PLV: Fiz uma série de previsões e uma - este foi um teste chave que realizei, entre outros - foi que se isso realmente ocorreu, teria jogado poeira cósmica no sistema solar e deveríamos, portanto, ver níveis mais altos nesse momento. 
Fiz um estudo nas amostras de gelo. Enviei algumas para Lonnie Thompson e também peguei algumas amostras, diretamente do Laboratório de Amostras de Gelo, e as analisei eu mesmo.
Usei a Análise de Ativação de Nêutrons, que é uma técnica onde se irradia a poeira retirada do gelo. Irradiamos essa poeira em um reator nuclear e ela se torna radioativa, podendo se ver o que existe nela.
Estava procurando particularmente por níquel e iridium, que, por exemplo, o iridium é 10.000 vezes mais abundante em materia cósmica do que nos materiais encontrados em nossa crosta terrestre. De fato, foram encontrados picos onde os níveis de iridium eram centenas de vezes mais altos do que vemos hoje em dia e isso indicou que algo realmente aconteceu.
Essa foi uma descoberta tão significante como a descoberta dos picos de iridium no limite do período Cretácio-Terciário.
Agora, há diferença se temos um Prêmio Nobel na equipe juntamente a três outros que eram membros da faculdade de Berkeley. Eu estava em uma universidade moderadamente conhecida, do estado de Portland, mas não estava no programa de astronomia ou geologia; estava no programa de sistemas.
Portanto, esse foi preterido nesse momento. Foi citado por alguns astrônomos no Reino Unido - Victor Klube - como a própria teoria dele [risos] realmente antes que meus resultados fossem publicados, o que me irritou um pouco, dizendo que um cometa atingira a Terra por volta de 14.000 anos atrás.
Aconteceu que minha datação estava fora desse período porque as amostras de gelo não eram datadas propriamente naqueles dias - isso foi no início dos anos 80. Quando finalmente cheguei a datação correta das amostras de gelo que datei, acontece que estavam entre 35.000 e 70.000 anos de idade, então, estava olhando para o período do início para o meio da era glacial, ao invés da parte que eu queria realmente testar.
Na realidade estavam faltando o gelo desse período nas amostras de gelo porque todo o gelo já havia sido retirado. Essa era a área mais interessante que os pesquisadores queriam olhar e estava no final da era glacial, então, mesmo se eu quizesse não poderia estudar essa parte. 
KC: Bem, como você explica isso?
PLV: Por que o gelo está perdido? Porque outros pesquisadores retiraram muitas amostras e todo o gelo evaporou. Cheguei tarde ao jogo, assim falando. Essas amostras estiveram por ai durante cinco anos antes de iniciar meus testes.
KC: Mas o que está dizendo, em essência, é que você provou o fato de que houve um aumento nos níveis de iridium, como você o chamou. 
PLV: Bem, foi a primeira vez que esses níveis elevados de poeira cósmica foi encontrado nos registros de gelo. De fato, em uma das amostras, encontrei altos níveis de ouro que teriam sido, se fosse um depósito capaz de se explorar, se poderia ter ganhado muito dinheiro nessa seção.
KC: Quando foi isso?
PLV: Foi em torno de 50.000 anos atrás.
KC: Ok. Bem, não estou certa se isso está relacionado, mas meu entendimento... Não sei se voltarmos aos dias dos Anunnaki, quando estavam supostamente... você sabe, o trabalho de Zecharia Sitchin e o fato deles estarem extraindo ouro para colocarem na atmosfera do planeta deles para protegê-los da radiação solar e assim por diante, a perda da atmosfera. Existe alguma correlação entre você encontrar muito ouro nas amostras de 50.000 anos atrás e isso?
PLV: Bem, o ouro também é um material de reforço na poeira cósmica. Pode-se encontrar de várias centenas a milhares de vezes mais ouro em meteoritos e poeira cósmica do que se pode, tipicamente, na crosta da Terra. A Terra, acredito eu, estava sendo exposta a maiores quantidades de pó de ouro.
De fato, as pepitas de ouro podiam vir do espaço. Existem mitos sobre meteoros de ouro, você sabe, onde acharam pepitas. Na verdade, este ouro tende a se concentrar no fundo dos depósitos de cascalho. Sempre que há uma inundação, o material pesado é depositado em primeiro lugar, assim o que quer que viesse abaixo acabou ficando concentrado por essas enchentes em certas camadas.
Mas de qualquer forma, isso foi uma vitória para a hipótese. Também, percebi que algumas explosões de supernova - de fato isso era parte do que me chamou a atenção para o fenômeno da superonda - não era apenas uma explosão no centro da galáxia, mas algo saiu e realmente provocava explosões de supernova ao se mover a partir do centro da galáxia.
KC: Ah, ok, então isso está realmente afetando as estrelas.
PLV: Isso afeta as estrelas, sim. As estrelas que estão perto de explodirem, que podem estar na parte instável da história delas, terminam explodindo.
Por exemplo, o remanescente supernova Vela ocorreu no momento em que essa superonda estava se movendo através de nossa área. Vela é o remanescente supernova mais próxima ao sistema solar, isso é a mais jovem dos remanescente, e em seguida a nebulosa de caranguejo, que estava 6.000 anos luz mais longe; assim, isso ocorreu depois.
Está documentado nos registros chineses de 4 de Julho de 1054 [risos] quando aconteceu. Isso apareceu e foi visto.
Devemos entender que essa luz leva um tempo para nos alcançar, algo como 6.500 anos luz distante na direção oposta ao centro da galáxia. Então, temos que dar uns 6.500 anos para a superonda chegar lá, provocando isso, e haverá mais 6.500 anos ou mais. Isso é porque nos o vimos mais recentemente. 
Quando tracei os remanescentes da nova supernova, descobri que eles se alinham com esse horizonte de eventos, como o chamo. É na realidade um horizonte elipsoidal quando o traçamos com a Terra em um foco e o centro da galáxia no outro.
A razão para isso - por que não é esférico? Porque se pensar nisso, a superonda realmente viaja como uma esfera, uma concha, mas para nós, precisamos dar tempo para a radiação nos alcançar. Então, se esses elétrons de raios cósmicos geram ondas de rádio em alguns sistemas estelares, presisamos dar tempo para essa radiação nos alcançar. O que vemos é que há uma concha de radiação de rádio lá fora e estamos dentro disso que está sendo gerado pelos raios cósmicos da superonda quando eles são expelidos e interagem com os campos magnéticos e assim por diante.
Quando traçamos isso em um gráfico, o modelo cai como uma luva no que chamamos de radiação cósmica de fundo, que é conhecida como uma produtora de raios cósmicos, mas os cientistas não tem uma boa explicação do porquê está lá. Você sabe, eles sugeriram: Bem, talvez essas explosões de supernovas se expalham e contribuem. O modelo de superonda se encaixa melhor que qualquer outra coisa que tenha sido publicada anteriormente.
BR: Isso é a mesma radiação de fundo que a maioria dos cosmologistas acredita ser a evidência do Big Bang?
PLV: Não. Essa é a microonda de fundo o que você está falando. Isso é energia de rádio galático de fundo.
BR: Ok.
PLV: E mais recentemente eles descobriram que há também raios gama galáticos de fundo, que é uma emissão difusa e eles não podem explicar porque é difusa. Eles esperariam que isso fosse devido a estrelas, deveríamos ver bolsões de raios gama aqui e acolá. Ao invés disso, isso é muito difuso. E novamente, acredito que isso é devido a concha de raios cósmicos vindo.
O caso é que a maior parte da energia da superonda acaba sendo direcionada para fora do centro da galáxia, então uma vez que isso passa por você, não se poder ver facilmente. Essa radiação que vemos, que os astronomos reportam, ocorre somente quando os raios cósmicos estão sendo capturados pelo campo magnético e apontam seus holofotes para nós.
Em outras palavras, estão irradiando essa energia, aquelas emissões de rádio, para fora na direção que estão viajando, porém se forem capturados e virados, veremos um pouco disso. Mas é uma fração pequena desses raios cósmicos. Estamos bem conscientes de quando isso ocorre. Quando chega repentinamente, você sabe, veremos uma estrela branco-azulada no céu similar a que os Hopis falaram e veremos muita atividade parecida a aurora  boreal ao redor da heliopausa, que circunda o sistema solar. Veremos auroras em nosso prórpio campo magnético.
KC: E sobre os efeitos no ADN? Você descarta algum efeito?
PLV: Bem, se imaginarmos os níveis que estamos falando... porque não se pode postular também uma grande quantidade de raios cósmicos porque senão, se esse fosse o caso, a superfície da Terra seria radioativa, como se tivéssemos níveis extremos de carbono 14. De fato essa foi uma restrição que coloquei em meu modelo.
Olhando para níveis que são razoáveis, teríamos tido um ligeiro aumento na taxa de mutações, talvez o dobro ou triplo de mutações nesse momento.
Entretanto, não são os raios cósmicos da superonda o motivo principal da preocupação. São os que vem do Sol, porque uma vez que o Sol... isso é apenas no caso de superondas muito longas onde a poeira veio e encobriu o Sol por tempo suficiente para o transformar no que chamamos de estrela T Tauri. Por que nós vemos estrelas similares ao nosso Sol que estão envoltas em um manto de poeira que são muito ativas e projetam ejeções de massa coronal gigantescas.
Então, uma vez que o Sol entra nessa fase, e um desses eventos grandes - como eventos de extinção - atinge a Terra, não estamos lidando apenas com uma grande mudança mutacional, mas também com a possibilidade de morte se formos pegos desprotegidos quando isso ocorrer.
Isso é interessante, geologistas descobriram uma conexão entre as extinções e a inversão magnética e eles não puderam entender realmente porque existe tal conexão. Se o campo da Terra for a zero, poderíamos receber o dobro de radiação cósmica de fundo na Terra, isso não seria suficiente para causar a extinção; talvez só acelere um pouco a taxa de mutações. 
Mas se ambos fossem devido a ejeção de massa coronal do Sol - seria um evento de extinção - isso o explicaria. Poderiam ser devido a uma terceira causa neste caso; eles não estão diretamente relacionados casualmente.
BR: Isso soa bem atrante, certamente na medida em que podemos falar com você sobre isso em um nível não científico, por assim dizer, mas quanto suporte e interesse você teve da comunidade científica dominante?
PLV: Eu estive, por exemplo, na Conferências da Galáxia e do Sistema Solar e também na Conferência Lunar e da Ciência Planetária em Houston, dei uma exposição. Fiquei em frente a um painel onde tinha todo o material exposto e expliquei as pessoas que vinham e  conversei com vários astrofisicos de raios cósmicos de alto nível que acharam a idéia toda muito plausível.
Ninguém publicou nada contra minha teoria. Estava esperando que alguém o fizesse pois teria pregado os ouvidos deles nas paredes. [risos] Sinto que a evidência que dá suporte a isso é muito forte.
Basicamente, no geral, porque eles não estão todos acreditando? Bem, isso é uma grande mudança de paradigma. O paradigma é de que tudo está calmo lá fora; não temos nada com que nos preocupar; não se quer abordar catastrofismos porque isso mexe com o emocional; as emoções não combinam com a ciência; não devemos ficar apavorados quando estamos fazendo ciência.
Eu realmente não fico assustado com isso; estou apenas estudando o passado. É algo, você sabe... se estamos preocupado, é algo que deveríamos conhecer sobre o nosso futuro. Mas a ciência tem ficado sempre afastada dessas áreas, qualquer coisa que lide com catastrofismo. Se víssemos todo o barulho que o grupo de Berkeley arrumou quando fizeram a descoberta sobre os dinossáuros terem sido extintos pela queda de um ateróide ou cometa... eles foram atacados por muitas pessoas, muitos geologistas achavam que só deveríamos fazer geologia baseados no que ocorresse na Terra: vulcões, esse tipo de coisa.
E isso ocorreu em torno de 65 milhões de anos atrás. Agora você pode imaginar sobre o que estou falando, apenas 13.000 anos atrás - ou 16.000 - isso está nos domínios da raça humana e muita gente tem medo de se unir. Eles pensam: Bem, se eu escrever apoiando essa teoria dele, quais serão as consequências para mim? 
Mas tive meu material citado, o que publiquei. Eu publiquei em jornais arbitrados, em vários bem conhecidos, nos Monthly Notices (Boletim Mensal), em Astrophysics and Space Science (Astrofísica e Ciência Espacial), para citar alguns; EOS, que é mais um boletim eletrônico científico.
KC: Você também está tratando - digo, essa superonda Galática, você também está tratando com essa física cinética?
PLV: Cinética Subquântica?
KC: Cinética Subquântica, como sendo parte dessa teoria da superonda Galática de alguma maneira, forma ou modo. Se você está falando sobre física subquântica, também estás falando sobre do que é feito o éter, tal que a superonda Galática afetará ou criará... Como isso afeta o espaço e como afeta...  
PLV: Bem, éter é um tópico controverso em que, na verdade, a Cinética Subquântica é uma teoria do éter. Mas não precisamos trazer isso ao fenômeno da superonda. O fenômeno da superonda pode basear-se totalmente na visão atual da física.
KC: Eu entendo isso, mas estou interessada porque obviamente você está pensando sobre ambas as coisas; que deve haver algum lugar onde elas se ligam na sua própria mente, em teoria. 
PLV: Bem, foi realmente meu trabalho em cinética subquântica, que me levou ao descobrimento do fenômeno da superonda. Foi através de uma longa jornada. [risos]
KC: Poderias explicar isso em termos fáceis de se entender? 
PLV: Bem, estive desenvolvendo a cinética subquântica por muitos anos. Basicamente havia escrito os artigos iniciais, os quais estava pronto para submetê-los. Eu já tinha enviado para uns poucos jornais.
Ao mesmo tempo, entretanto, estava estudando a sabedoria antiga. Em 1975 eu tinha descoberto que o Tarot codifica conceitos muitos similares aos que estava falando na física. Eu tive aulas em Cambridge, Massachusetts, em Tarot e quando o professor estava indo, por cada Arcano...
Bem, o Tarot é um conjunto de 22 carta que são usadas para prever o futuro, mas elas datam da idade média dos ciganos. Os primeiros maços de cartas foram atribuídos aos ciganos, que migraram da Índia através do Egito. Estudiosos esotéricos acreditam que eles pegaram os conceitos dos sacerdotes egípcios, antes do colapso do sacerdócio.
Nos primeiros dias dos reinos egípcios os sacerdotes tinham poder, eles tinham uma doutrina para essa ciência antiga que explicava como o universo foi criado. Que esses conceitos - nessa época eram afrescos nas paredes da câmara onde os novos sacerdotes eram trazidos e esinados o significado - isso mais tarde foi passado para as cartas do tarot.
KC: Poderias traçar um daqueles particulares conceitos científicos como descritos no tarot e como se relacionam com a cinética...
PLV: Cinética Subquântica? Bem, a cinética subquântica é baseada em processos. É a idéia de... É basicamente alquimia etérea. É um éter que não é estático como o éter do século 19  no qual a física se desenvolveu, mas um mais parecido, mais próximo ao conceito de Heraclito. Ele foi um filósofo grego antigo que disse que tudo é processo.
O mais próximo é pensar do...
KC: Não é como dizer: tudo é movimento? Você está falando sobre todas as coisas estarem em movimento?
PLV: Isso está próximo da idéia, mas isso é mais uma reação. Há movimento, assim como temos em uma solução química. Temos a difusão das moléculas de um lugar para o outro, mas também estão reagindo.
Basicamente, é o mesmo conhecimento que temos sobre o funcionamento de nossos corpos. Como é que a estrutura de nossos corpos é feita das reações e difusões das químicas.
Então, esse é um conceito muito orgânico. Está mais próximo das idéias orgânicas de Guerra nas Estrelas, da Força, muito próximo, que a galáxia está ligada. O universo sendo unido por um tecido, um tecido orgânico. É como se cada parte do espaço que é éter, afetesse todas as outras partes do espaço.
KC: Ok. E se chamasse isso de "energia", seria a mesma coisa?
PLV: Eu não uso "energia" porque quero manter isso para as ondas eletromagnéticas. Isso é como energia, mas não se pode falar em energia no nível subquântico.
KC: Ah, entendo.
PLV: É algo... Existe uma força motriz, algo que move essa reação para diante. Isto é unidirecional. É como a direção do tempo num amplo sentido, T com letra maíscula, movendo se para frente.
KC: Nós temos uma testemunha secreta que também fala sobre algo que chama de campo de informações. E quando perguntamos: Isso é o mesmo que o campo da consciência? Ele diria: Não, porque ele acha que o campo da consciência é, você sabe, baseado no indivíduo enquanto que essa coisa que ele chama de campo de informações abrange tudo.
Existe um meio de se comunicar com isso, porque isso se mostra como uma coisa não local, por exemplo, se você está familiarizado com isso. 
PLV: Minha visão é que para explicar o que está aqui temos que postular dimensões superiores e um fluxo de éter que não podemos medir diretamente, mas apenas criar hipóteses. A forma como se sabe que isso está lá, existem experimentos que podemos fazer que mostram que há um estrutura referencial absoluta, que a Relatividade está errada. Eu cito muitos experimentos no meu livro.
De fato, o sistema de geoposicionamento utilizado pelos militares se baseia na idéia de que a luz viaja mais rápido na direção da rotação da Terra do que na direção oposta. Se eles não aceitassem isso, que é anti-relativista, não conseguiriam localizar pessoas que são forças sobre a Terra; poderiam bombardear a embaixada errada. [risos]
KC: Ok. Se você pudesse explicar em termos de, não sei se você pode fazer isso, mas, em termos de seu modelo sub-atômico, como você pode explicar isso para nós com base em um experimento?
PLV: Bem, existe o que é chamado de ondas químicas. Na época em que estava pensando no modelo de cinética subquântica, foi publicado um trabalho sobre a reação Belousov-Zhabotinskii, que é uma reação química onde colocamos alguns corantes que mudam da cor vermelha para azul, dependendo do estado da reação. E há uma molécula, cério, que pode ficar entre dois estados de valências.
Na medida que a reação avança, o cério, em um dado lugar no espaço, oscila. Chamam isso de relógios químicos
Então, se agitarmos isso com um pequeno agitador, a reação vai mudar a cor do vermelho para o azul, assim como um relógio, e chamam isso de relógio químico. Mas se a deixarmos em repouso, irá formar pequenas ondas com padrões, como os padrões dos olhos de boi, vamos dizer, um centro azul e um círculo vermelho, depois um círculo azul  e assim por diante. 
KC: Significando uma espiral?
PLV: Não. Na realidade círculos concêntricos, como a Atlântida? [risos] Em meu livroGenesis of the Cosmos (A Gênese do Cosmos), sugiro que o mito de Atlântida é na realidade uma descrição de uma partícula sub-atômica, baseado na nova física.

Now, understand that my theory came out of systems theory. It was only later I saw the connection with the ancient science that was being discussed symbolically. 
Agora, compreenda que minha teoria partiu da teoria dos sistemas. Somente depois eu via a conexão com a ciência antiga, que estava sendo colocada de forma simbólica.
Mas voltando a reação, isso seriam ondas azuis ou vermelhas. Elas se tornam ondas espiraladas. De fato, estavam na capa dessa revista, ondas espiraladas, porque elas são mais atraentes artisticamente, e por isso se concentraram em ondas espiraladas. Mas isso só ocorre quando se dá um pequeno distúrbio mecânico, tal que esses círculos se reconectam para formar uma espiral.
KC: Entendo. Hum-hum! Então, como isso...?
PLV: Bem, como isso se relaciona? Eu pensei: Bem, esse é um modelo interessante para partículas sub-atômicas. Estava lendo o tratado de Einstein na Scientific American (América Científica). Ele falava sobre a dificuldade dele de unir eletromagnetismo e gravitação.
Lá ele falou sobre a visão dele de que não existiam tais coisas como singularidades, o que significaria que o próprio Einstein estaria contra a Teoria dos Buracos Negros. A razão dele era que isso pertubaria o tecido do espaço-tempo, que ele acreditava que deveria ser contínuo. 
Ele acreditava que as partículas eram conjuntos de energias agrupadas, assim dizendo, e eu estava dizendo: Bem, aqui, isso se parece com um agrupamento onde temos um núcleo com esse padrão de ondas ao redor, então o núcleo é realmente uma alta concentração de certo elemento.
E estava dizendo: Ao invéz de trabalhar com moléculas, como você faz na química, vamos chamar por outro nome: Eteridade! [a pronúncia não está clara] Eu inicialmente a chamei de unidade sub-física, porém mais tarde disse: Diabos! Vamos em frente![risos]Vamos esquecer os tabus. O éter é um conceito antigo e as pessoas não tinham medo de usá-lo.
Se olharmos para as evidências experimentais reais e pararmos de considerar a ciência como religião... Você sabe, é muito religioso, de certa forma, no sentido de existirem físicos que religiosamente acreditam nas teorias deles ao ponto de ignorarem as evidências contra eles.
Então podemos imaginar essa sopa de 'eteridade' de diferentes tipos: A,B,C,D, e assim por diante, reagindo de acordo com diferentes receitas. O que fiz, foi vir com um conjunto de reações que acreditei serem fisicamente realísticas.
Em outras palavras, criaram partículas fisicamente realísticas que produziam campos elétricos e gravitacionais apenas como matéria comum obedeceria as leis clássicas da gravitação e eletrostática que as ligaria - tem ligação nuclear e também tem característica de rotação. Isso fez de certas previsões, previsões astronômicas, uma sendo essa das ondas de luz, que a energia delas não deveria ser constante, mas, em grandes distâncias, ao atravessar o espaço intergaláctico, elas devem perder energia - em outras palavras, desviam-se para o vermelho. 
KC: É mesmo?
PLV: Elas se desviam. É o que chamamos de desvio para o vermelho cosmológico, onde os cientistas interpretaram esse efeito como um efeito de velocidade real devido a recessão de uma galáxia. Em outras palavras, se a galáxia se afasta, causaria esse efeito, que é bem mecânico, uma interpretação mecanicista.
A Teoria da Luz Extenuada, como é chamada - a idéia de que as ondas de luz perdem energia quando elas viajam - foi proposta ao mesmo tempo que esta outra teoria. Mas o caso é que eles não tinham uma razão para que isso ocorresse, uma outra forma de interpretar isso, e a mais mecanicista foi facilmente compreendida e ficaram com ela. É o por isso que hoje temos a Teoria do Universo em Expansão.
Escrevi um texto para o Astrophysical Journal (Jornal Astrofísico) em 1986, que era o maior jornal em astrofísica - o mesmo onde Hubble publicou, o astrônomo considerado criador da teoria do universo em expansão - e mostrava que se olharmos para os dados e compararmos o modelo do universo em expansão com o modelo do universo estático, com o Efeito da Luz Extenuada ao invéz do efeito dinâmico, vamos descobrir que o Efeito da Luz Extenuada se aproxima mais dos dados.

I did it on four tests, and the reason I did it on four tests is that when you adjust your model – because Big Bang theorists are adjusting their model to fit the data because it never fits the data. So if they want to adjust their model, it’s fine with me, but they have to be consistent in what are its effects on these other tests.
Fiz isso em quatro testes, e o motivo para fazer quatro testes é que quando ajustamos um modelo - porque os teoristas do Big Bang estão ajustando seus modelos os dados ficarem mais precisos, porque os dados nunca ficam precisos. Então se eles querem ajustar seu modelo, está bom para mim, mas eles tem que ser concistentes no que são os efeitos desses outros testes. 
E achamos que o modelo deles acaba sendo empurrado para fora dos dados assim que eles tentam adaptá-lo aqui. É por isso que sempre publicaram sobre um teste e não sobre quatro simultaneamente.
KC: Ok, você está falando sobre Luz Extenuada. Como isso se relaciona com a sua teoria de cinética - física subquântica?
PLV: Bem, essa é uma das previsões que vieram a tona com a cinética subquântica. Foi uma previsão testável, fui adiante e a testei ao olhar para os dados para ver se dava suporte a isso ou se a teoria do Big Bang estava correta? Porque, naquele momento, eu estava como qualquer um, acreditando na teoria do Big Bang, mas quis dar uma chance a isso e, você sabe, lentamente conclui: Meu Deus! Cinética Subquântica está correta e toda essa outra estória é bobagem que eles tem ensinado. 
KC: Então, o que acontece? Luz Extenuada significa que você está falando sobre energia se dissipando, certo? Ou mudando de forma? 
PLV: Na realidade, na cinética subquântica, a energia deixa o universo físico de forma que essa onda apenas diminui em amplitude. A energia não é uma constante em cinética subquântica. Por que? Porque cinética subquântica propoe que o universo físico se comporte como um sistema aberto.
O que é um sistema aberto? É como se... nós somos um sistema aberto, um organismo biológico. Devemos comer, temos entrada e saída, temos de respirar, tomamos oxigênio e eliminamos dióxido de carbono. Se esses processos cessam, nós morremos.
O mesmo acontece com o modelo de reação química, as ondas químicas. Somente se pode ver as ondas enquanto a reação química ocorre. Tão logo eles esgotam o alimento químico e eles vão para o equilíibrio, as ondas desaparecem, se desmaterializam, por assim dizer.
É o mesmo para essa física - o universo físico se desmaterializaria se esse fluxo, do qual todos nós deveríamos ser gratos, em minha opinião, fosse diminuir ou cessar para sempre. 
KC: Bem então, entre dimensões... digo, não sei se está relacionado, mas, em teoria, entre dimensões, então, é exatamente isso que deve acontecer. Em ordem a se desmaterializar e se mover entre dimensões essa energia tem que se dissipar, ou cair a zero, assim se pode mover para a próxima [dimensão], porque se ela se desmaterializa, ela vai para outra dimensão.  
PLV: Ok, você está falando sobre um ser físico, como um ser humano, querendo...
KC: Talvez.
PLV: Você está falando sobre a alma?
KC: Bem, na realidade, o que estou pensando é na capacidade de fantasmas ou mesmos ETs atravessarem paredes. E agora estamos vendo filmes nos quais, você sabe, os Poderes Que Reinarão - e não sei como fazem isso - mas eles criam técnicas pelas quais se pode mudar a composição das paredes tal que se pode passar através delas.
PLV: Sim. Isso é algo que é possível...
KC: Esse modelo atua no nível sub-atômico que estás falando?
PLV: Subquântico. 
KC: Ok, bem então isso tem que funcionar de qualquer modo. Certo? Ao fato de que se consegue as partículas maiores, corpos...
PLV: Sim. Com a cinética subquântica podemos explicar a desmaterialização e a re-materialização. É algo fácil de ser feito.
KC: Ok.
PLV: Isso envolve uma mudança do potencial gravitacional. Se aumentássemos o potencial gravitacional o bastante, um objeto se desmaterializaria. Ou inicialmente, se tornaria invisível, que significa que se olharmos para um...
KC: Mudar a gravidade de tal forma que isso a tornaria mais pesada ou leve?
PLV: Seria mais leve.
KC: Ok.
PLV: Assim como o Sol está num poço gravitacional. O Sol está em um estado bem materializado. [risos] Se fôssemos para o espaço bem longe da galáxia, porque a própria galáxia está num poço gravitacional, iríamos para uma região onde eu dizia que os fótons perdem energia, esse Efeito da Luz Extenuada. Todas as coisas lá tenderiam a um estado homogêneo e tenderiam a se desmaterializar. 
Se o efeito oposto está na galáxia, ao invéz de termos a luz perderdendo energia, ela ganha energia. Isso é o oposto e temos uma intensificação da luz blueshifting (blueshift - refere-se ao encurtamento do comprimento de onda do sinal transmitido e/ou o aumento de sua freqüência). De fato, fiz uma previsão. Liguei para o JPL em 1980. Disse: Você já viu algo no seu sinal para a sua nave espacial, os sinais de microondas, talvez uma leve blueshifting do sinal? 
Eles disseram: Bem, não. Não temos procurado por tal coisa.
Eu disse: Bem, mantenham os olhos abertos, veja o que vês, porque se assim for, isso apoiará minha teoria.
Então, após sete anos ou tal, oito anos depois, eles começaram a notar... Ah, a propósito, eu publiquei isso em 1985 como um teste de minha teoria que, se fosse testado enviar um sinal de microondas da Terra a Jupiter, para uma espaçonave em Jupiter, e retransmitida de volta, se descobriria que a energia estaria levemente mais alta. E eu perguntei: Quanto? Porque minha teoria preveria o que aquela quantidade de acréscimo seria.
Bem, ao redor de sete ou oito anos depois, eles começaram a divulgar que havia alguma coisa peculiar em nossos dados, ele se tornava blueshifted; era como de houvesse uma força empurrando a nave para o Sol.
Eles finalmente publicaram isso em 1998 e isso se tornou conhecido como O Efeito Pioneer. Então, eles publicaram mais informações quatro anos depois.
Agora, existiram milhares, literalmente milhares de textos escritos por físicos sobre o Efeito Pioneer, tentando explicá-lo. Só existe um texto publicado anterior a essa descoberta que previa isso e era minha publicação sobre a Cinética Subquântica. Foi pulicado em 1985 no International Journal of General Systems (Jornal Internacional de Sistemas Gerais). 
KC: Então o JPL procurou você quando se provou que estavas correto?
PLV: Enviei uma cópia do meu livro marcando onde fiz a previsão. Na verdade, eu tirei uma foto do jornal original e marquei onde isso estava assinalado e também enviei uma cópia do meu livro com mais explicações para o chefe da equipe de publicação no JPL. 
Basicamente isso foi ignorado. Ele nem mesmo me enviou a pré-impressão do texto dele que eu pedi. Tudo que tive foi o anúncio da notícia. Ele nunca me disse, você sabe: Bem, Isso vai ser publicado nesse jornal em tal página. Nunca me disse isso. E nunca fui mencionado quatro anos depois em um texto complementar.
Bem, você sabe, minha experiência é que o físico médio ou cientista da NASA ou astrônomo são cowboys. Ele se interessa apenas pelas próprias teorias dele, não na de outros. Se ele confirmou a dos outros... ele não está interessado. [risos] É assim que funciona.
BR: Sim. Já é assim há muito tempo.
KC: Ok, mas as implicações do que você descobriu poderiam apontar para a realidade de outras dimensões. Como você diz, desmaterialização. Na verdade, você pode estar no caminho de explicar como poderiam existir outras dimensões. 
PLV: Correto. A cinética subquântica e uma Teoria de Campo Unificado. Ela explica todas as forças que a teoria do campo unificado lida e tudo isso se encaixa como um relógio suíço. Os efeitos da relatividade saem dela como colorários; não precisamos postular isso com esse propósito como Einstein estava dizendo.
Agora existem doze previsões que foram publicadas previamente que dizem coisas completamente diferentes do que os físicos estavam dizendo, que foram verificadas mais tarde por observação. Então, certas coisas previstas foram confirmadas e não sei de nada do que disse até agora que foi desaprovado.
Isso lhe dá muito incentivo para acreditar que temos algo aqui. Além do fato de, olhando para a Relatividade Geral, que tinha apenas três previsões que foram confirmadas. Agora estamos lidando aqui com doze.
Além disso, você descobre que as civilizações antigas tinham essa física. Eles tiveram um trabalho enorme para codificar isso em algumas dos mais importantes mitos da criação que os historiadores descreveram. Está até codificada no Zodíaco, apesar do Zodíaco ser usado em horóscopos. 
Uma das principais tecnologias usadas em campo de propulsão, esta propulsão exótica que foi desenvolvida em projetos negros. De fato, o bombardeiro B2, eu discuti isso em meu  livro mais recente: Secrets of Antigravity Propulsion (Segredos da Propulsão Antigravidade). Eu explico como o bombareiro B2 usa a pesquisa e as patentes de Brown. Basicamente, o B2 é baseado nas idéias dele.
Então, com a cinética subquântica não é apenas explicado o trabalho de Brown, mas uma série de outras tecnologias, também, como a tecnologia de John Surrell [desconhecido] ou o feixe do impulso gravitacional de Eugene Podkletnov, o qual é capaz de produzir impulsos gravitacionais através de descargas de choques elétricos, que são impulsos gravitacionais colimados, poder seguir por kilômetros e kilômtros mantendo-se juntos.
E ele descobriu que na verdade isso viaja acima da velocidade da luz. Portanto poderia ser a peça central de um sistema de propulsão superluminal (mais rápido do que a luz).
actually travel here.
De tudo o que vi, eu vi desmonstrações reais da propagação de choque superluminal em laboratório - o trabalho de Guy Obolensky. E com a tecnologia de Podklenov, eu diria que é possível viajar à velocidade superluminal, que mudaria completamente nossa visão sobre a comunicação interestelar e a interação com outros seres. É possível que já estejam viajando aqui.
Uma outra coisa que vem da cinética subquântica é uma completa mudança no que achamos ser possível sobre energia e podemos enconrtrar essas tecnologias onde eles estão tirando energia d'agua, como a patente de John Eckel desenvolvida no Reino Unido. Eles dizem que terão o aquecedor d'agua disponível em um ano e meio ou mais.
Ou a invenção de Randel Mills produzida pela Compania Black Light Power (Energia da Luz Negra). Ele tem algo como 20 desses protótipos sendo testados, que eles acreditam que produzirão 50 kilowatts de energia para uma casa média.
Esses são explicados pela cinética subquântica porque ela nos leva a uma revisão da mecânica quântica. Há uma falha na mecânica quântica. Mesmo que a mecânica quântica seja viável, o modelo é incorreto; o modelo de pacotes de onda está formulado incorretamente.
Quando pegamos a versão da cinética subquântica, obtemos os mesmos resultados. Ela explica os experimentos com a mesma matemática, essencialmente, mas permite a possibilidade para o estado baixo do átomo de hidrogênio, que são muitos dos níveis de energia no átomo de hidrôgenio. Isso permite ao elétron de hidrogênio saltar e liberar energia que pensavamos não existir. Isso é o que esses vários cientistas têm aproveitado nas invenções deles.
Portanto, a cinética subquântica nos leva ao desenvolvimento de muitas novas fontes de energia que seriam consideradas como energia alternativa.
BR: É difícil de se entender por quê outros físicos quânticos não pegaram seu trabalho com muito entusiasmo. Qual a sua explicação para isso? É porque o escopo é muito grande, ou isso é muito [não está claro o que foi dito]?
PLV: É isso. É uma mudança muito grande. Novas teorias são adotadas se não se está mudando a estrutura básica, o paradigma básico. Se é uma nova idéia dentro do paradigma existente, será bem aceita se for para explicar melhor as coisas.
Estou falando basicamente em limpar a lousa tão longe quanto possam ir as teorias, a maior parte delas, as mais modernas. Podemos manter algumas das equações clássicas, das equações de Newton e assim por diante. Mas...
BR: As equações de Maxwell?  
PLV: Bem, as de Maxwell... não. Essa até que se revê. Temos que olhar para as equações de Maxwell como um modelo de um fenômeno; ela explica a propagação das ondas eletromagnéticas de forma diferente.
Por um lado, as equações de Maxwell, ao menos a versão aceita, têm energia sendo conservada. Isso significa que a energia de um fóton não pode nem aumentar nem diminuir, enquanto que aqui, como falamos antes, em grandes distâncias veremos uma mudança.
Existe um conjunto de princípios que são considerados sagrados em física. Um deles é a primeira lei da termodinâmica, essa idéia de que a energia não pode ser alterada, somente convertida. 
KV: E você está, realmente, mudando essa lei, não está?
PLV: Correto. E eu posso mostrar tecnologias que podemos desenvolver no fundo do quintal que mostram a violação da conservação de energia.
Alguns desse crentes em eletrostática, como Jean-Loius Naudin tem no website dele - alguns crentes de LaForgue - eles são, basicamente, capacitores assimétricos que ele pos em um catavento. Quando se calcula quanta energia ele está usando para mover o catavento, ela é bem menor do que o movimento gerado. Ele está gerando aproximadamente três vezes mais energia dinâmica do que a energia elétrica.
BR: Teria que ser um sistema aberto, voltando ao que você estava dizendo antes. 
PLV: O universo. Sim. Tão logo vermos o universo como um sistema aberto, temos que perceber que a energia não é necessariamente conservada. Praticamente todos os teóricos de sistema concordarão com você. Se a sua física está postulando o universo como um sistema aberto, então, temos a possibilidade da matéria ou da energia aumentar ou diminuir em quantidade no universo físico.
O ponto é que isso é como uma pequena sombra no... uma espécie de epifenômeno desse vasto fluxo que está acontecendo abaixo do nível de observação, tal que é onde a sua real energia... Isso não é energia, é ação. Em outras palavras, apenas para esta mesa, esse banco ou cadeira estarem ai requerem um enorme dispêndio de ação, fluxo subquântico, que é totalmente invisível para nós e só podemos supor que está ai através de uma série de modelos e conhecimentos conceituais.
BR: Você é capaz, teoricamente, de prever a física por trás de um moto contínuo resultante disso? Você pode prever como projetar um antes de começarmos a mexer com isso em nossas garagens?
PLV: Ela poderia nos conduzir a algumas previsões desse tipo, mas a forma com que isso geralmente funciona para mim é, li sobre o trabalho de pessoas nessa área e descobri que posso explicar o que elas estão descobrindo com a cinética subquântica. 
BR: Ok, sim. Sinto muito, talvez não tenha formulado a questão de forma correta. Minha intenção era, do seu conhecimento teórico, você poderia prever qual abordagem de engenharia está mais próxima de ser bem sucedida.
PLV: Sim. Penso que sim. Sim. Penso que com essa física podemos explicar muitas das tecnologias que estão sendo desenvolvidas nos Projetos Negros no campo de propulsão. Não ficaria surpreso se muitos dos meus leitores estiverem em Projetos Negros. Não tenho como  saber, mas...
KV: [risos] Sim, isso era o eu que estava pensando.
PLV: Eles estavam realmente trabalhando com teorias do etér nos anos 50 para explicar a eletrogravidade. Townsend Brown estava desenvolvendo uma teoria sobre éter. Eles estiveram trabalhando em um motor na Aviação Douglas que, aparentemente, eles o abandonaram e, eventualmente, foi desclassificado de alguma forma. Talvez fosse somente algumas notas que alguém possuia que eram consideradas secretas, mas vazaram. 
De conversas que tive com alguns engenheiros de Projetos Negros que sabiam sobre isso, para eles, o éter é real, eles perceberam as falhas da Relatividade. Quando eles selecionam pessoas, eles preferem que as pessoa que eles estão recrutado não tenham as mentes delas poluidas com as teorias correntes. Eles tentam pegá-los em uma idade jovem.
BR: É exatamente o que temos escutado, que eles possuem muitas, muitas mentes brilhantes e astutas.
KC: Sim.
PLV: E é realmente vantagem manter o segredo, pois eles veriam que é bom  para eles continuarem ensinando bobagens nas universidades, pois sabem que é errado, porque o que eles estão fazendo é impossível para aquele tipo de mentes e é muito difícil para as pessoas sairem dessa enganação. É algo como pedir a um peixe para esvaziar o tanque de água. Ele não vai querer fazer isso tão facilmente. 
BR: Ah, claro. Mas isso deve ser uma grande frustração pessoal para você considerar a possibilidade de que o seu trabalho pode, não apenas estar correto, mas ser levado para níveis que você adoraria estar participando. E você está impedido de o fazer, porque talvez eles estejam considerando que não precisam de você, eles já o entenderam. Esse é o tipo de oportunidade que eles...
PLV: Na realidade, fui convidado para participar de um projeto que estava iniciando, ainda bem no começo, mas vi que estava tornando-se secreto mesmo com eles tendo a inteção em o manter aberto, mas nunca se pode estar certo de qual vai ser o resultado.[risos]
KC: Então porque você desistiu desse? Qual foi a sua motivação?
BR: Imagino que haja o risco de se ser trancado do lado errado da porta.
PLV: Sim, quando se começa a trabalhar secretamente, nos sentimos um pouco abafados.
KC: Você é essa coisa rara, um "Cientista com Consciência"? Isso é por quê?
PLV: Acho que você pode dizer assim. Sim.
KC: Isso é o resultado da influência de seus pais, poderíamos assim dizer, em certo grau, ou outra coisa?
PLV: Ah, sim. Diria que é parte disso. Você sabe, esse sou eu, imagino. Meu interesse é em ajudar a humanidade. Estou interessado na verdade e não em viver um sonho, algum sistema de  crença que outra pessoa está dizendo a você e isso não bate nos dados.
KC: Também a elite, em outras palavras, o elitismo usando a tecnologia ou usando a verdade somente para um certo grupo de pessoas, talvez, indo contra a corrente.
PLV: Sim. A coisa é, quem está controlando os Projetos Negros? Tão logo sejam negros, quero dizer, eles nem são reconhecidos pelo congresso ou qualquer governo a que pertençam. Alguém está controlando as cordas e existem algumas pessoas que sugerem que eles nem mesmo são da Terra, se você acreditar...
KC: Bom, podemos voltar a... digo, você disse que teve algum tipo de experiência de contato que lhe afetou. Poderias descrever isso com alguns detalhes para nós?
PLV: Bem, foi basicamente uma experiência interior que tive quando era calouro no Johns Hopkins. Senti como se essas informações estivessem entrando em mim.
Estava em um certo estado mental; senti que existiam inteligencias no reino vegetal. Senti que eram da Terra, que as árvores falavam comigo - o reino vegetal da Terra - que estavam preocupadas com a forma que estavamos indo. Estavam preocupadas também de serem desimadas pelo progresso das sociedades humanas, como se o nosso crescimento fosse descontrolado. Algo do tipo como no filme Koyaanisqatsi, todo esse conceito.
Ao mesmo tempo, elas estavam me dando o conhecimento básico de que a base da existência é o fluxo. Porque se você tem fluxo podemos sempre criar as estruturas.
Em outras palavras, se o fluxo entra em círculo, agora temos algo que existe além do tempo  porque é o mesmo e o mesmo. Enquanto que se iniciarmos com a estrutura, a própria estrutura não implica em fluxo porque lidaríamos com alguma coisa estática. Porque deveria se mover? É estática.
Então essa é a beleza do fluxo. E isso alterou toda minha perspectiva e comecei nessa aventura de entender a natureza, desenvolver mimha própria teoria de sistema antes de saber que existia algo como a Teoria dos Sistemas.
Isso eventualmente me levou ao desenvolvimento da física, a cinética subquântica, que desenvolvi enquanto estudava negócios na Universidade de Chicago. Havia um curso de Teoria da Organização e nos pediram para elaborarmos um texto. O curso era Estudando a Teoria Geral de Sistemas e vendo os negócios  como um sistemas abertos. 
Foi nessa experiência onde iniciei a fusão da idéia de sistemas abertos com os artigos de Einstein que li, o de ondas químicas e assim por diante, de repente tive essa epifânia. O artigo acabou não ficando em negócios. [risos] O professor, que tinha uma base em pscicologia comportamental, acabou dando ele para um dos amigos dele que tinha conhecimento em física, para o avaliar.
KC: E o resto, como dizem, é história. [risos] Porque parece que isso te impulsionou na direção que vais.
PLV: Sim. Me lembro que tive algo como o que vocês chamariam de experiência do kundalini nesse tempo, quando passava a noite toda escrevendo e, então, dormia durante o dia e levantava no fim da tarde para caminhar nas lojas, na universidade, na área gramada entre os prédios e olharia para uma árvore e podia ver esse fluxo de energia na árvore ou na pedra como se estivesse vivo. 
Algo como a visão dos índios shamans, porque isso muda completamente a sua perspectiva quando você passa por isso. É algo mais próximo a idéia Hindu de maya. Que maya é ilusão; o físico é uma ilusão que é apenas... somos ondas nisso... A essência real é o etér que não é material.
BR: Isso está conectado a Ordem Implicada de David Bohm?
PLV: Está próximo. Os conceitos da cinética subquântica são similares em alguns aspectos a teoria de David Bohm, mas ele travalhava com a Relatividade Geral, um ambiente relativista. Ele não apagou completamente o quadro negro.
Eu aceito algum dos conceitos dele, como a idéia de flutuações estocásticas como uma representação da energia do ponto zero, que isso não é apenas a idéia de probabilismo na macânica quântica, não é somente uma equação que se escreve, mas tem uma base real em alguma coisa, algum meio, tendo um comportamento estocástico ai. Nesse caso, diria que isso é o éter.
Mas eu uso termos diferentes. Eu falo de ordem implícita e de ordem explícita. A ordem implícita é a ordem etérea. É ordenada no sentido dos caminhos de reação que são muito bem definidos.
A ordem explícita é a onda que vemos, que somos capazes de ver. Precisamos de ondas para ver outras ondas, você sabe; tudo são ondas. Esse é o reino quântico.
O subquântico é a ordem implícita e o quântico é a ordem explícita e a ordem explícita desenvolve-se a partir da implícita. A razão de por quê termos uma partícula - é uma onda do padrão das partículas sub-atômicas - a razão disso existir é porque temos essa reação do tipo cíclico yin/yang acontecendo no nível subquântico, então, isso é só uma manifestação do que já existe lá. Isso apenas emerge. 
BR: Sim.
PLV: Isso leva a uma criação cósmica contínua.
BR: Claro. 
PLV: Então essa matéria está sendo criada continuamente, mesmo nesse momento. Não é algo que conteceu uma vez, como a teoria Big Bang diz. Está acontecendo, especialmente nas mais altas taxas no centro da galáxia, mas também em estrelas e planetas.
KC: Bem, e sobre a idéia disso estar indo para fora da galáxia em outro... Como há a teoria de Ananda Bosman falando sobre o que ele chama de Grande Atrator Magnético, que há outro... E você está dizendo que dentro da galáxia tem um buraco negro, ou o que seja, não é um buraco negro, mas estás dizendo que é...?
PLV: Estrela mãe, eu a chamo assim.
KC: Ok.
PLV: Uma estrela bem velha. A mais velha estrela na galáxia.
KC: E além disso... Porque existem muitas galáxias, certo? Então, você vai além disso?
PLV: Sim. Toda galáxia está criando matéria e energia e se isso continua, essas galáxias irão crescer e crescer. Elas vão gerar outras galáxias porque elas expelem aglomerados de estrelas. Você sabe, toda vez que o núcleo explode, é expelido aglomerados de estrelas. Isso é o que povoa o halo da galáxia. Alguns desses, se forem ejeções muito grandes, irão ser na realidade pequenos núcleos galáticos que gerarão uma outra galáxia.
Pense na Grande e Pequena Nuvem de Magalhães que está bem próxima. Elas podem ter sido ejeções do nosso núcleo galático, ou talvez aconteceu de nuclearem próximo, mas vemos algo que parece que vieram do núcleo de uma galáxia mãe. O astrônomo Halton Arp fala sobre isso, que algumas dessas nuvens paracem como se fossem ejeções de núcleos ativos.
Mas eventualmente poderíamos dizer - num extremo - talvez todo o universo seja cheio de matéria e de energia. É muito possível, antes mesmo de se chegar a esse ponto, que o ponto principal que está causando toda essa criação mudaria, você sabe, alguma coisa que deve ter uma período de muitas centenas de trilhões de anos, como na visão hindu.
A mitologia hindu falas sobre Vishnu acordando a cada centena de trilhões de anos e tudo se desmaterializa. Toda a ilusão é desfeita e todas as pessoas percebem que todos somos Vishnu, nós somos essa essência.
KC: Mas é possível que aconteça uma outra erupção?
PLV: Sim. Essa idéia de que não somente temos ciclos em termos das explosões do núcleo, mas também todo o universo funciona através do ciclo de criação e destruição.
BR: Então você não é fã da teoria clássica do Big Bang?
PLV: Bem, é interessante que eles tenham isso em uma só direção - existem big bangs, mas no centro das galáxias. Não existiu um único Big Bang criando tudo.
E, curiosamente, esses big bangs estão associados com a criação porque a taxa de criação é maior na Estrela Mãe, como a chamo, no centro da galáxia e realmente está saindo de controle. É como um reator nuclear entranto em estado crítico que termina em um estado muito ativo de expulsão.
Toda essa matéria e energia que estava sendo criada por milhares de ano agora é expelida e a medida que isso se afasta do núcleo, o campo gravitacional potencial que foi gradualmente se tornado cada vez mais profundo ao redor do núcleo agora sai um pouco e esfria, a reação esfria. Porque, como estava dizendo, na cinética subquântica todo esse processo de criação está ligado ao nível da gravidade potencial, por isso que há um ciclo envolvido.
A criação sempre está acontecendo, mas então, se torna realmente extrema e passa por essa explosão e depois as coisas desaparecem. É quase como um vulcão que libera pressão que foi acumulada em seu interior e depois disso passa para um período de repouso.
BR: Voltando para o Maxwell e a eletrogravidade, você falou com Tom Bearden?
PLV: Nos encontramos. Falamos muito sobre o dispositivo de energia livre dele, mas não sei se ele já teve sucesso. Na realidade existem alguns conceitos similares. O Bearden tem algumas idéias similares em algumas áreas da cinética subquântica, mas realmente não discutimos isso.
BR: Ok.
KC: Ok. Mas ao invés de prosseguirmos nisso, porque precisamos acabar com isso; há uma forma de podermos puxar alguns desses tópicos em alguma coisa que fizesse sentido em termos de para onde você deve estar indo agora com o seu trabalho e por quê?
PLV: Bem, neste momento, estou escrevendo um artigo sobre a extinção em massa no final da era glacial, que acredito ser devido ao Sol, uma ejeção de massa coronal que atingiu a Terra. Espero que ao avançar em várias áreas... é algo como uma frente que se está empurando em vários locais. Como antes, eu estava escrevendo mais sobre cinética subquântica e agora é mais sobre climatologia e catastrofismo.
Na esperança de que algum avanço excitará muito as pessoas, eu espero que isso as tornará excitadas e atrairá mais atenção ao que venho dizendo.
KC: Bem, e sobre a idéia de... você está achando que podes estar se aproximando de algum tipo do modelo de consciência?
PLV: Tenho trabalhado nisso também, como o modelo Teórico da Tonalidade doSentimento que desenvolvi nos anos 80, baseado no trabalho de Bill Gray, que é um psicólogo/psiquiatra que mesclava a idéia dele de que o pensamento é realmente baseado em tonalidades de sentimento e do espírito - na verdade, os sentimentos, quando começamos com eles - e foi capaz de explicar como essas tonalidades de sentimento se tornam pensamentos, utilizando conceitos similares aos que usei para desenvolver a cinética subquântica.
Um teórico de sistemas pode alcançar um nível muito abstrato e trazer coisas de um campo a outro, que foi o que fiz. Essa teoria também se encaixa de forma muito próxima com muitos dados neuro-fisiológicos, um amplo espectro. Era como acertar o alvo onze vezes. [risos]
Nós fizemos algumas consultorias para a Aviação Hughes, que usou isso como um meio deles aperfeiçoarem a criatividade e fiquei sabendo depois que eles economizaram 40 milhões de dólares utilizando essa abordagem, como se se pudesse por um valor no aumento dessa criatividade resultante.
KC: Mesmo.
PLV: Acho que é seguro falar sobre isso uma vez que a Aviação Hughes não existe mais.
KC: Em teoria.
PLV: Está totalmente falida. 
BR: Seria bom ser recompensado com um pequeno percentual desse valor economizado.[risos]
PLV: Sim. Digo, a Starburst poderia fazer muito mais em contato com a comunidade científica e participando em conferências se tivéssemos nossos cofres cheios. [risos]
BR: Sim. Eu li, por exemplo, que existem apenas alguns trabalhos científicos de rotina que são caros, porém aceitos como, por exemplo, a análise da massa espectográfica de amostras de gelo. Isso poderia realmente fazer muito para reforçar a sua teoria, mas não foi feito apenas por serem muito caro e você está trabalhando por conta própria.
PLV: Sim. De fato, essa teoria dos mamutes e mamíferos sendo varridos por uma ejeção de massa coronal - não foi somente uma vez. Houve uma série durante um períodos de vários  milhares de anos, mas houve uma realmente grande que terminou com tudo.
Podemos testar isso. Eu localizei o lugar na amostra de gelo. Tudo o que temos a fazer depois é tirar uma amostra para o teste de berílio-10 e ver se o berílio-10 apresenta um pico nesse período; olharemos também o carbono-14 nos sedimentos do núcleo. Essas são as coisas que podem ser feitas para testar a teoria, então, espero que um vez que isso tenha sido publicado eu possa convencer outros, alguns colegas, que nos unamos e façamos nisso.
BR: Certo. Porque isso é uma coisa simples. Quero dizer, falando cientificamente, isso é uma coisa simples.
KC: Ok. Bem, vamos dizer que talvez esse tipo de entrevista seguirá na direção que atraia pessoas para você que possam fazer essas coisas possíveis, como mais investigações em todas essas áreas em que você está trabalhando. Mas eu quero lhe agradecer muito por tirar um tempo para nos explicar isso de uma forma que o poderíamos entender, que acho que fizeste muito bem e, esperamos, que possamos aprender mais sobre suas teorias, suas aplicações disso e ver o que será capaz de trazer no futuro.
BR: E sabemos que existem algumas pessoas inteligentes em altos escalões que assistem nossos vídeos, porque eles nunca estão completamente certos a respeito do que vamos trazer a tona [risos] e eles nos assistem com cuidado. 
KC: Está certo. 
BR: E esses não são necessariamente os caras ruíns. Esses são os caras espertos e eles são bons, isso é completamente possível
KC: Alguns deles.
BR: Alguns deles são. E é completamente possível que se seu trabalho não chegou plenamente ao conhecimento deles, isso pode dar-lhes uma pequena cutucada para dar uma outra boa olhada ao que você tem a oferecer.
PLV: Você sabe, o que você mencionou sobre o que ouvistes desse amigo que estava em contato com um Projeto Negro, ou ele era um engenheiro desse projeto  negro e falou sobre viagem espacial com espaçonaves superluminal?
KC: Correto.
PLV: Não ficaria surpreso se parte disso fosse desinformação. Não acho que fosse nossa espaçonave superluminal de que ele estava falando. Era de uma civilização de Ets; eles tem estado em contato com Ets. que foi quem disse isso para eles.
BR: É perfeitamente possível, e deve ter acontecido acidentalmente porque ele deve ter sabido dessa história indiretamente,de segunda ou terceira mão, mas o princípio é que ele disse: Existe uma onda vindo.
Ele não podia descrevê-la exatamente. Ele não era um físico. Ele era mais um operário mais do que engenheiro. Ele disse que achava que a data seria algo próximo a 2017, mas ele disse que a espaçonave superluminal esteve lá fora olhando isso e reportou o que estava ocorrendo.
Ele disse que podia... Acho que suas palavras foram algo como: Isso poderia ser apenas um sopro de vento ou podia inverter o eixo da Terra, mas ninguém realmente sabe o que acontecerá.
PLV: Bem, Recentemente decifrei um cícrulo na colheita, o de Avalon de 2008, que mostra o sistema solar, os planetas, organizados nas posições que deverão estar em 2012.
KC: Certo.
PLV: Acho que me lembro de ter lido algo, ou você ter falado sobre isso: Ei! Você sabe, Plutão não está onde deveria.
KC: O David Wilcock utiliza isso em uma das palestras dele.
BR: [falatório] Está obviamente no local errado.
PLV: Correto, porque conheço um amigo que acredita que isso significa que uma superonda chegará em 2012 e ele está realmente trabalhando com outras pessoas a fim de construir um abrigo na Austrália nesse momento, esperando que isso acontecerá em 2012.
Minha questão é: por que eles colocariam esse erro óbvio ali? Então olhei para o diagrama que que apareceu uma semana mais tarde que mostra o que parece ser a órbita de Netuno, aquele círculo, e está marcando o que parece representar o ponto em que Plutão cruza a órbita de Netuno.
Então isso é um pequeno diagrama elíptico com círculos pequenos, como se fosse divido em onze partes iguais e para mim isso é um exagero elíptico da órbita de Plutão - de modo que não o confundamos com um círculo - mostrando onze subdivisões da órbita de Plutão. Se pegarmos o período da órbita de Plutão e o dividirmos por onze, chegaremos a quanto a posição de Plutão está deslocada naquele círculo de colheita.
BR: Ok. Sim.
PLV: E se adicionarmos isso a 2012, chegaremos a 2035 DC com a data exata, 8 de Junho,que foi quando o círculo apareceu. Em outras palavras, isso poderia estar 27 anos no futuro a partir de 2008, o que é interessante.
BR: Ok.
PLV: Então, o que eles estão dizendo? Isso significa que é quando a superonda chegará? Será o tempo em que a atual onda terminará? Aquela que poderá chegar em 2012. Ou o quê? Nós não sabemos.
Mas há algo no diagrama de pulsar (estrela que emite radiação eletromagnética em espaços de tempo fixo), que mesmo antes disso acontecer, eu tinha escrito a respeito em meu website. Alguém descobriu que, após ler meu livro, escreveram-me um e-mail que dizia: A propósito, você sabia que os períodos que colocastes atraiu a nossa atenção para os pulsares de Vela e Câncer - que são os remanescentes de duas supernovas, que são muito importantes e estão próximos a nós, e também o pulsar de Vulpecula. Eu estabeleci os períodos para esses três pulsares, eles formam uma espécie de seta simbólica, se você entende um diagrama de pulsar, como o chamo - esses períodos estão muito próximos a sequência de Fibonacci que cria a razão áurea?  
E com certeza, se tomarmos as razões dos dois períodos mais longos, eles se aproximam da razão áurea, entram nela. Isso é 10-5 de diferença; em outras palavras, um desvio de cem milésimos do ponto que seria perfeito.
BR: Hum. Isso é bem próximo.
PLV: Mas percebemos que o período de Câncer está significantemente fora - isso é assumir que o segundo é o padrão universal de comunicação extraterrestre nesse momento, porque estou sugerindo que os pulsares são uma mensagem extraterrestre, pulsando a 33 milisegundos - por isso, 34 é realmente o número que obtemos com a série Fibobacci.
Então, nos perguntamos: Quando o pulsar de Câncer teria esse período onde ele termina tendo 34 milisegundos? Bem, isso é no futuro, daqui há muitos anos, e não muito distante desta data de 2035; Estava pensando em algo perto de 2037 ou mais, 2038. Assim, parece que algo está acontecendo aqui. Isso é interessante.
KC: Certo. Então há algum tipo de mensagem lá, mas você, na realidade, está decifrando isso de forma diferente de alguns dos entusiastas de 2012, se me permitirás.
PLVSim. Penso que não temos informações suficientes para concluir imediatamente o que eles estão nos dizendo, que seremos atingidos por uma superonda em 2012, embora muitas pessoas tem me contactado, dizendo que estão em contato telepático com ETs, que estào dizendo para eles: uma superonda vai chegar em 2012.
De fato, um companheiro disse que teve esse contato com ET e eles diziam a ele sobre as ondas de raios cosmicos chegando e ele queria mais informações sobre isso, então eles disseram: Bem, olhe para o trabalho do Paul L. [risos]
Então ele pesquisou isso no Google e achou meu trabalho. Não sei se isso é verdade. Talvez eles saibam do meu site. Eu não sei... lá em cima.
[risos]
KC: Ok, esse é um bom lugar para finalizar. Obrigado, isso é lindo. Muito obrigado, Paul LaViolette.
PLV: Hum-hum.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

¿Qué son los Rayos Cósmicos y cómo afectan a los humanos?

Rayos cósmicos
Rayos cósmicos
Los metafísicos, gnósticos y ocultistas nos hablan de “Los 7 Rayos“,  José Argüelles, en su libro “El Factor Maya”, nos escribe sobre “Los 13 Rayos“.
A estos rayos que vienen incluso de antiguas enseñanzas hindúes, se les atribuye un origen cósmico.
Maravilloso comprobar que es cierto que la Tierra está bañada permanentemente por rayos provenientes del espacio, de los que ahora conocemos su composición, pero gracias a intrincadísimos ingenios de detección y telescopios sofisticados que las culturas antiguas no tenían.
Creo que debemos estudiar tanto las teorías de los astrofíscos como aquellas de la teosofía de La Blavatsky, toda la información es interesante y ayuda a enriquecernos y a conocernos mejor.
El tema de los rayos cósmicos está en boga en estos momentos, no sólo porque sabemos que desde el mismísimo centro de nuestra galaxia, la Vía Láctea, salen chorros de estos rayos periódicamente, sino también porque es muy probable que el efecto sobre el ser humano no sea solo en lo físico molecular, sino también en el desarrollo de nuestra conciencia.
¿Qué son los rayos cósmicos?
En un 89% protones
10% Helio (partículas Alfa)
1% Electrones (partículas Beta)
A su vez, los rayos cósmicos podemos englobarlos en dos categorías:
Primarios (extrasolares, de variopintas constituciones de síntesis nuclear)
Secundarios (litio, berilio, boron)
Estos viajan a grandes velocidades en el espacio, casi a la velocidad de la luz, ya que la materia en el espacio es poco densa y no opone resistencia. Pero la magnetosfera y la atmósfera de la Tierra sí nos sirven de escudo contra ellos, ya que estos rayos alteran las uniones moleculares y pueden destruir células y alterar el ADN de todos los seres vivos.
Cuando logran atravesar la magnetosfera y se cuelan en la atmósfera, colapsan con los gases atmosféricos (oxígeno, nitrógeno) y se descomponen en piones, kaones y mesones, dejando a los muones llegar hasta la misma corteza terrestre.
Los muones (partículas cargadas 207 veces más pesadas que el electrón) son los responsables de un proceso muy importante para nosotros, la ionización de la parte inferior de la Troposfera. Son parecidos a los electrones, incluso en algunos átomos (muonios), reemplazan a éstos. Por ejemplo en la cima de una montaña podríamos encontrar unos 568 muones por hora en el aire. Liberan electrones que son capaces de producir ácido sulfúrico y moléculas de agua, favoreciendo la condensación de nubes.
La magnetosfera y la atmósfera nos protegen de la radiación cósmica, veamos cuáles son las dosis toleradas:
  • La dosis normal debida a la radiactividad ambiente en la Tierra es de media 2.4 mSv por año, con diferencias apreciables entre países. A nivel del mar la contribución de los rayos cósmicos es de aproximadamente 0.3 mSv.
Aquí les pongo un mapa que fue diseñado por la Estación Espacial Internacional de la radiación promedio en la Tierra:
Radiación cósmica que recibe la Tierra
Radiación cósmica sobre la Tierra. Datos de la ISS
Nótese quepodemos ver un área en el Atlántico Sur donde la radiación es más potente. Ese agujero en la magnetosfera se llama “Anomalía del Atlántico Sur” y es una zona en la que los rayos cósmicos penetran con mayor intensidad.
  • Las dosis de radiación recibidas durante una radiografía médica van desde 0.1 a varias decenas de mSv, dependiendo del tipo de radiografía. Son niveles altos, por ello se usa protección. Ahora tenemos también el problema de la radiación de los escáneres en los aeropuertos de Estados Unidos, algo que habrá que controlar a tiempo antes de que éstos arranquen una epidemia de cáncer en los pasajeros.
  • La dosis típica recibida durante un vuelo transatlántico (Europa – América del Norte) debida a rayos cósmicos galácticos es de 0.05 mSv. Puede aumentarse significativamente en el caso de eventos de partículas energéticas (se han contabilizado aumentos de hasta un factor de 10 en el caso de eventos solares muy fuerte, pero estos eventos son muy poco frecuentes y tienen una duración muy corta como para influir en la dosis anual). A lo largo de los años, viajeros frecuentes o tripulaciones de cabina de vuelo pueden llegar a acumular dosis de unos pocos mSv. Al personal de la compañías aéreas (pilotos y azafatas) se les hacen controles rutinarios de la radiación recibida durante los vuelos. Obviamente los rayos cósmicos van perdiendo intensidad a medida que se acercan a la superficie terrestre (se van desintegrando en partículas más débiles), pero a grandes alturas, son peligrosos.
Las compañías aéreas así como las agencias espaciales que envían astronautas al espacio tienen  la obligación legal de comprobar que sus tripulaciones no reciben, al igual que cualquier otro trabajador, una dosis mayor de 100mSv cada 5 años, ni una dosis mayor a 50mSv anual. Las trabajadoras embarazadas no deben acumular más de 1 mSv hasta el final de su embarazo, ya que el feto está más expuesto y es más vulnerable.
Bien, hasta aquí, los rayos cósmicos no se ven nada amigables…
La verdad es que todo el clima de la Tierra está gobernado por la interacción de los rayos cósmicos provenientes de estrellas que han explosionado. Por ello, muchos científicos atribuyen el calentamiento global actual a un fenómeno de radiación cósmica mayor.
En los últimos años, la Tierra está recibiendo dosis mayores de rayos cósmicos, como podemos ver en el siguiente gráfico:

Incremento de la radiación cósmica
Progresión de la intensidad de rayos cósmicos sobre la Tierra en los últimos años.
Más radiación, más nubes…y en un futuro por lo tanto, un enfriamiento de la Tierra. De hecho está pronosticado que este invierno será muy duro en algunas regiones como en Europa.
Vemos entonces cómo nos pueden afectar en el clima, produciendo más o menos nubosidad.
Pero en nosotros…¿cómo afectan los rayos cósmicos al ser humano más allá de las interacciones moleculares?
Para la teosofía, el ocultismo y la metafísica, hemos sido bañados ya por el sexto rayo (época de idealismo y geopolítica), y que este rayo ya cumplió su función y terminó su ciclo.
Que ahora vendrá a la Tierra el “Séptimo Rayo” el que trae energías de UNIFICACION.
Para ellos , el Séptimo Rayo o “llama Violeta” es el rayo transmutador por excelencia. El rayo de la magia y el nuevo orden.
¿Puede casar de alguna manera esta visión esotérica con la naturaleza actual de la radiación que estamos recibiendo?
Bueno, el que busca, encuentra.
Uno de los fenómenos anómalos de nuestra época es que el sistema solar está atrvesando una zona de alta energía llamada por los astrofísicos “Local Fluff” (pelusa galáctica). Es como una tenue nube de Hidrógeno y Helio, que la magnetosfera del Sol no deja penetrar hacia el sector interno, por lo tanto mantiene su radiación alejada de la Tierra, sin embargo, hay otras pelusillas que sí son potencialmente peligrosas, y se trata de las radiaciones que estamos recibiendo desde el Complejo de Scorpio-Centaurus.
Algunas de estas nubecillas podrían ser cientos de veces más densas que la pelusa local”, dice Priscilla Frisch, una astrofísica de la Universidad de Chicago que estudia el medio interestelar local. Si nos encontráramos con una nube de éstas, el campo magnético del Sol resultaría comprimido, lo que permitiría que penetraran más rayos cósmicos al sistema solar interior. Se producirían efectos aún no determinados en el clima y la vida“.
Aquí vemos la pelusa en el complejo Scorpio-Centaurus para descubrir cuando observamos mejor el gráfico, la zona de las Pléyades…Ambas zonas están bañadas por polvo interestelar (normal en las zonas donde las estrellas son jóvenes y flota el material de los colapsos que las formaron).
Nubes de pelusa
Según los seguidores de la Teosofía, Djwhal Khul fue un maestro tibetano dentro de una antigua tradición esotérica. Para él, los 7 Rayos provienen de la Constelación de la Osa Mayor, y se relacionan con las Pléyades, siendo éstas su polo negativo.
Seguramente Argüelles cautivó ésta información para escribir en “El Factor Maya”  que Las Pléyades son una de las dos fuentes de información galácticas ya que el calendario Maya Tzolkin, está basado en el ciclo anual de visibilidad de esta formación. Para los mayas, el origen de su civilización. Las Pléyades son un grupo de estrellas muy jóvenes, situadas a 450 años luz de la Tierra. No hay planetas allí, son estrellas, así que la vida en la forma en que nosotros la concebimos, no es posible.
Lo curioso es que muy pronto, en el año 2012, el 20 de Mayo concretamente, veremos a la Luna eclipsando al Sol en las Pléyades. Y un eclipse así, se vió desde la península de Yucatán cuando los mayas estaban en su apogeo, lo que diuo lugar a que el Tzolkin registrara este evento como el comienzo de un nuevo ciclo de la cuenta larga: UNA NUEVA ERA. Justo en esa zona, tenemos una nube de rayos cósmicos de altísima energía.
Antes, el día 3 de abril dell, 2012, Venus alcanzará el punto más cercano a las Pléyades en 500 años.
Y el Sol atravesará la región de la pelusa en la constelación de Ofiuco visto desde Chichén Itzá.
Los eventos astronómicos que ocurrirán en el 2012 están señalando una región muy concreta en el espacio y es justamente una región de gran cantidad de radiación cósmica. En la región de Ofiuco, se están liberando intensas radiaciones y ondas gravitacionales, transformándose en un agujero negro de proporciones colosales. Dos discos protoplanetarios indican el nacimiento de nuevos astros.
Ofiuco es la formación estelar reciente más cercana a la Tierra.
La cuestión señores y señoras, es que la Tierra no ha sufrido radiación tal desde que se comenzó el estudio de estos rayos. El bombardeo en este momento es realmente anómalo y sigue creciendo.
No veo una relación directa entre un crecimiento espiritual y una oleada de rayos cósmicos. Su constitución es cancerígena y mortal para el humano, a menos que ese crecimiento espiritual signifique deshacernos de nuestros cuerpos porque éstos terminen por desintegrarse y pasar a vivir en otra dimensión, como seres etéreos.
Pero sí veo una influencia de los mismos y sus cambios de intensidad en las diferentes etapas evolutivas de la Tierra. Por lo que la presencia masiva de estas oleadas de ellos ahora mismo en nuestras inmediaciones, indica que estamos efectivamente ante un cambio de Era, y con ella, una nueva etapa de nuestra conciencia.

About bianca

Bianca Atwell es una artista multimedial y divulgadora científica. Autora del libro "Entra en la Mente del Planeta. Descubre la Noosfera". En venta en http://www.eljardindellibro.com y en las librerías a partir de Octubre. Sus conferencias interactivas son una forma totalmente nueva y original de divulgar la ciencia a través del arte y el humor. Entrevista a los científicos del nuevo paradigma y escribe artículos en varios medios de comunicación.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mente planetaria


Hemos demostrado a nivel experimental que existe una interacción directa entre cerebros humanos sin que se requiera que estos hayan establecido previamente un contacto ...
Los resultados que hemos obtenido, indican que todos los cerebros humanos del planeta tierra están interconectados y forman una red de interacciones la cual podría ser la estructura anatómica del cerebro de "Gaia" y el fundamento fisiológico y energético de la conciencia Planetaria.
... las evidencias descritas ... indican que todo lo que sucede en el Universo es registrado por el cerebro humano pero no alcanza a detectarse en la conciencia individual por el ruido del sistema y por una falta de entrenamiento que incremente la relación señal/ruido.
La Conciencia acerca de un evento surge cuando se incrementa la relación señal/ruido haciendo destacar el evento sobre el fondo del sistema.
Profundas reflexiones acerca de la naturaleza de la Conciencia se pueden derivar a partir de nuestros resultados experimentales.
Primero, se antoja pensar que la Conciencia existe en todo y que el ser humano o bien la focaliza en sus pensamientos de identidad limitada o accede a percibirse como la Unidad a la que su cerebro tiene acceso. Esta "Unidad" posee varios niveles, desde la propiamente corporal humana, la colectiva, la nacional, la planetaria o la Universal. Cada nivel posee un cuerpo y un cerebro aunque de fundamento todas coparticipen y estén sostenidas por la misma Conciencia.
Segundo, el hecho de que todos estemos interconectados y de que cada uno de nosotros sea capaz de detectar todo lo que acontece en el Universo, indica que somos doblemente responsables de la marcha del Cosmos; por ser perceptivos al mismo hasta el extremo de ser Uno con él y por que al ser afectados por el orden Universal también lo afectamos y participamos favoreciendo su buen funcionamiento o de otra manera oponiéndonos a él.
Si somos las "hiperneuronas" del cerebro de "Gaia", la "buena conciencia" de la unidad a la que pertenecemos depende de cada uno de nosotros.
Sabiéndolo, actuemos y pensemos alimentando a "Gaia" de belleza y amor y eso mismo será lo que "misteriosamente" recibiremos y cosecharemos.
 
"Fluir en el sin Yo"; Conclusiones (extracto): Grinberg Z, Jacobo; p.102

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

EL GRAN SECRETO

Una nueva rama de la ciencia, con su consiguiente tecnología, podría llevar años de desarrollo en algunos laboratorios, rodeados del maáximo secreto. Sus aplicaciones podrían transformar radicalmente la sociedad humana y dar paso a una nueva era imprevisible para el poder. Sin embargo, todos los esfuerzos por encubrir este conocimiento serian inutiles, dado que la teoria en la cual se basa implica que los saltos evolutivos son dirigidos por fuerzas Interdimensionales que ni siquiera sospechamos.
En junio de 2000, el Dr. Lijun Wang, de la universidad de Princeton, consiguió superar la velocidad de la luz acelerando un pulso de radiación laser. El resultado del experimento cuestiona la teoría de la relatividad y parece exigir una nueva física para explicar ciertos fenómenos, precisamente en un momento histórico que muchas tradiciones milenarias coinciden en calificar como el comienzo de una nueva edad de oro.
Imaginemos durante un momento cómo sería el mundo si la energía que consumimos fuera virtualmente gratuita. Utópico ¿verdad? ¿ Y si fueramos capaces de gobernar el clima, descomponer y recomponer la estructura fundamental de la materia, dirigir el curso de nuestra propia biología y, en general, dominar y controlar cualquier fuerza de la naturaleza? La consecuencia inmediata que se nos ocurre es que nuestro nivel adquisitivo ascendería hasta niveles considerablemente más altos que los actuales, es más: ese proceso se reproduciría a escala mundial haciendo que la pobreza y el hambre desaparecieran de nuestro planeta. En esta situación, no cabe duda de que nuestra especie se vería libre de todas las servidumbres. Viviríamos en un mundo donde no sería necesario trabajar, en el cual cada persona podría encaminar su vida y su talento por los senderos que estimase más oportuno.
Ahora, imaginemos que, por algún acontecimiento cósmico, el ser humano alcanzara estas capacidades, no por méritos propios, sino porque se viera abocado de forma inevitable a dar el siguiente paso evolutivo en esa dirección y que el experimento del Dr. Wang, que parece haber abierto una grieta en la física relativista, es el primer atisbo público del nuevo conocimiento. Bonita historia. ¿Estaríamos nada menos que ante la utopía soñada por los visionarios de todos los tiempos: el ideal en el cual coinciden las ideologías de todos los signos, aunque discrepen en los medios para crear semejante paraíso. Pues bien todo esto no sólo es posible, sino que podría estar empezando a suceder sin que nos enteremos. Indicios recogidos en todo el mundo nos llevan a pensar que nos encontramos en vísperas de conocer el gran secreto: la clave de los mayores enigmas de nuestro mundo y, sobre todo, la fuente de un poder inimaginable.
Para conocer los antecedentes de esta historia debemos remontamos a una época increíblemente remota, decenas de miles de años antes de la aparición de nuestro primeros registros históricos. En aquel tiempo parece haber existido una civilización cuyo recuerdo ha pervivido en las leyendas y mitos de practicamente la totalidad de los pueblos de la tierra en diversos lugares del globo han sobrevivido vestigios de ella: edificios y artefactos que se han convertido en una pesadilla para cientificos y arqueólogos. No sabemos si sus artifices fueron seres humanos o algo diferente, si eran originarios de nuestro planeta o llegaron aquí como consecuencia de alguna inimaginable peripecia. Lo que suponemos, porque en esto coinciden todas las leyendas que sobre ellos se escribieron, es que eran dueños de conocimientos que les permitían realizar prodigios inaccesibles para nosotros, haciendoles aparecer como dioses a los ojos de nuestros antepasados. Estos enigmáticos seres no eran dioses, sino tan sólo los depositarios de un saber que les otorgaba un poder casi ilimitado comparado con el de nuestros ancestros. Y estamos seguros de que no eran dioses porque, en lo que también coinciden esas leyendas es que ese conocimiento fue la causa de su crepúsculo.
La Atlántida, o como se la quiera llamar, desapareció casi de la noche a la mañana destruída por la insensatez de sus habitantes que, borrachos de soberbia, hicieron mal uso del don que se les había otorgado. Los supervivientes se dispersaron por todo el globo. Con el discurrir de los siglos, la antigua ciencia trasmitida de maestro a discípulo a través de generaciones se fue contaminando de superstición. Quedaron los ritos, pero la explicacion de todo ello se había extraviado hacia mucho tiempo. Así nacieron las ciencias ocultas, la astrología, la alquimia, las disciplinas espirituales y hasta la magia. Sin embargo, es posible que la antigua ciencia no se haya perdido para siempre y ahora mismo estamos en vísperas de adquirir un conocimiento que, en cuanto a compresión del Universo, nos colocaría a la misma altura de aquellos míticos seres a quienes nuestros primitivos antepasados llamaron dioses.
El secreto comienza a dibujarse a partir de una nueva disciplina (o tal vez no tan nueva) llamada física hiper dimensional. En 1976 el mundo esperaba expectante las primeras fotografías tomadas por la sonda espacial Viking. Nadie podía imaginar que esas imagenes enviadas desde millones de kilómetros de distancia serían las portadoras de secretos demasiados inquietantes, demasiado desestabilizadores, tanto que la propia NASA podría haber intentado hacerlos desaparecer. Las imágenes procedentes de la región conocida como Cydonia mostraban la existencia de un vasto conjunto de cuerpos de apariencia artificial entre los que destacaba la bautizada como "esfinge de Marte" una gigantesca cabeza esculpida en piedra cuyo rostro, orientado hacia el espacio, nos devolvía la mirada inquisitiva que habíamos dirigido hacia este planeta vecino durante milenios.
A partir de ese momento, personalidades como Richard Hoagland, Vincent Diprietro, Gregory Molenaar o Mark Carlotto, todos ellos provistos de intachables credenciales científicas, consagraron sus vidas al estudio de lo que creían podía constituir la primera prueba material de vida inteligente extraterrestre. La polémicas imágenes fueron estudiadas hasta el mínimo detalle, se utilizaron complejos procedimientos informáticos para analizarlas y se trazaron pormenorizadas cartografías de la zona con ayuda de los métodos más cientificos. Ni la campaña de desprestigio del caso que llevó a cabo la NASA, recurriendo a científicos tan populares en su momento como Carl Sagan, fue suficiente para silenciar las voces que reclamaban un estudio a fondo y oficial de la región de Cydonia.
Pero sería en 1988 cuando la investigación sobre las anomalías marcianas tomaría un nuevo rumbo de la mano de Erol Torun, cartógrafo y analista de sistemas del servicio cartográfico de la secretaría de Defensa de EEUU. De las estructuras que se alzan en la llanura de Cydonia, la conocida como pirámide D&M atrajo especialmente su curiosidad. En la esquina sur-suroeste de la "esfinge" exactamente igual a 1/360 del diametro polar marciano, se encuentra una estructura de un tamaño que resulta difícilmente concebible. La pirámide D&M recibió este nombre como homenaje a sus descubridores, Diprietro y Molenaar. Tiene una altura aproximada de 800 metros y un diámetro de casi 3 kilómetros. Se trata de una pirámide pentagonal, cuyos lados están dispuestos en ángulos de 30 grados. En su construcción se debieron emplear 1,5 kilometros cúbicos de material y su colocacion respecto a los otros objetos de Cydonia dibujan un perfecto triángulo equilatero. Torun, a pesar de sus amplios conocimientos de geomorfología, no conocía ningún mecanismo natural que pudiera explicar la formación de semejante estructura. Fue esto lo que le movió a analizar cuidadosamente su geometría.
A pesar de estar vivamente impresionado por la simetría del objeto, el mismo confesó más tarde que no estaba preparado para lo que iba a encontrar. Codificadas en la estructura de aquel objeto al cual la NASA había calificado como "formación natural", descubrió una serie de relaciones matemáticas, constantes y expresiones sumamente especificas y redundantes, cuya probabilidad de que se originaran por azar se encontraba cercana a cero. Numeros irracionales como "Pi" (la razón de la circunferencia respecto del diametro del círculo) y otras constantes fundamentales en geometría, aparecían repetidamente, combinados de todas las maneras posibles, tanto en los ángulos como en las relaciones entre éstos y sus respectivas funciones trigonométricas. Esto, que de por sí constituía un asombroso hallazgo, quedó rápidamente empequeñecido por otro descubrimiento mayor, esas mismas relaciones matemáticas se repetían con increíble precisión si se trazaba una serie de líneas que unieran entre sí las misteriosas estructuras de la famosa llanura marciana. Todo formaba parte de un complejo diseño que repetía insistentemente los mismos números, figuras y ángulos. Estaba claro que aquello constituía un mensaje dibujado por criaturas inteligentes y expresado en el lenguaje más universal que existe; las matemáticas.
Si tantas molestias se tomaron sus constructores, levantando edificios que harían palidecer de envidia a las mayores creaciones del ser humano, algo de suma importancia habrían querido trasmitirnos. La pregunta era, ¿QUÉ? Este enigma inquietaba especialmente a Richard Hoagland, el principal investigador del tema de Cydonia, que no es ningun advenedizo en el campo científico, entre otros muchos puestos oficiales ocupó el cargo de asesor para asuntos especiales de la cadena de televisión norteamericana CBS para el proyecto Apolo, que puso al hombre en la Luna. Durante meses, Hoagland trabajó con aquellas líneas misteriosas, buscándoles un sentido, intentando descifrar su mensaje. Por fin, un buen día, la verdad apareció súbitamente ante sus ojos. Y, ciertamente, resultaba más increíble que la fantasía más exaltada. En la llanura de Cydonia, a 56 millones de kilómetros de nuestro planeta, olvidados durante miles de años, se encontraban dibujados con absoluta precisión los postulados teóricos básicos de una ciencia olvidada que hizo furor a finales del siglo XIX para, más tarde, caer en el olvido de la ortodoxia científica, que la consideró como algo inaceptable: la Física Hiperdimensional.
Basándose en este conocimiento, Hoagland pudo establecer varias predicciones que, al ser comprobadas, resultaron ciertas. Así descubrió que, según los postulados de la física hiperdimensional, existe una importante relacion entre el tetraedro (o pirámide) y la esfera donde este poliedro puede ser inscrito. Considerando a los planetas como esferas y colocando el vértice de un imaginario tetraedro en uno de los polos, los otros tres vertices caen a la altura del paralelo 19.5. Pues bien, curiosamente en esa misma localizacion geográfica es donde se encuentran los mayores focos de inestabilidad de cada planeta: en la tierra este punto coincide con el cinturón volcánico del Pacífico (el volcán Mauna Kea está a 19.6 grados Norte), mientras que el gigantesco monte Olimpo de Marte (el mayor volcán del Sistema Solar) se encuentra a 19.5 grados Sur, y algo similar ocurre en Neptuno, que tiene una mancha similar a la de Júpiter, sólo que de color azul, y en el sol, donde la mayor incidencia de las manchas (que son el efecto visible de las erupciones derivadas de la alta actividad) se observa, precisamente, alrededor del paralelo 19.5.
La aparición de estos (vórtices planetarios) ya había sido predicha a mediados del siglo XIX por el físico matemático James Clerk Maxwell, cuyas ecuaciones pusieron la piedra angular de la primera teoría unificada de las fuerzas naturales. El electromagnetismo, su teoría supuso un paso ineludible en el camino que condujo a la física moderna: la relatividad de Einstein y la mecánica cuántica, de Planck, Heisenberg y Schrodinger. Sus postulados fueron propuestos por los científicos más notables de la época, y muy poco dados a especulaciones paracientíficas como Helmholtz, Lord Kelvin, Faraday y el propio Maxwell. Estos pioneros llegaron a la conclusion de que nuestra realidad tridimensional no es sino la parte accesible para nosotros (seres tridimensionales) de un universo de más dimensiones, y que en la interacción entre esas otras dimensiones y las tres que constituyen el mundo material de nuestra experiencia se encontraría el secreto de muchos fenomenos hasta ahora inexplicables, e incluso la clave de la aparición de la vida sobre nuestro planeta.
Los padres de la física hiperdimensional llenaron pizarras con interminables cálculos, desarrollaron ingeniosos modelos cosmológicos y levantaron un verdadero edificio de relaciones matemáticas y geométricas. Las mismas que más tarde aparecerian en un lugar tan insospechado como la superficie de Marte. Sabían que, en determinadas circunstancias, tendría que existir un flujo de energía de esas otras dimensiones hacia la nuestra. Concretamente, afirmaban que un sistema giratorio de un espacio de cuatro dimensiones haría surgir una serie de vórtices de energía al ser proyectado en un espacio de tres dimensiones como el nuestro. Ese fenomeno se produciría, según sus cálculos matemáticos, a 19.5 grados de ecuador. Sin embargo, lo novedoso de la idea la hizo blanco de numerosos ataques y terminó cayendo en el cajón del olvido científico. Son célebres, en este sentido, los adjetivos descalificadores "místicos" y "obra del diablo" que el físico Oliver Heaviside dedicó a estos trabajos de Maxwell por tratar con conceptos hiperdimensionales.
Sin embargo, a medidos de la década de los 60, un hallazgo astronómico aparentemente irrelevante vino a apoyar los planteamientos de aquellos pioneros de la fisica del siglo XX. Las observaciones que se realizaron a través de los primeros espectrografos demostraron que el planeta Júpiter desprende una "radiación infrarroja anómala" esto es, emite mucha más energía de la que recibe del sol. Posteriormente, las ondas Pioneer y Voyager pusieron de manifiesto que el mismo fenómeno inexplicable se repetía en Saturno, Urano y Neptuno. Esto constituía una anomalía cósmica de primer orden. Si la cantidad de radiación emitida al espacio por estos planetas es muy superior a la que corresponderia a la suma del calor interno y al que reciben del Sol, entonces, ¿de dónde procedía esa energia adicional? Para la Física Hiperdimensional la respuesta es que la combinación entre la masa de los planetas y su momento angular (la energía de su desplazamiento alrededor del sol) genera un punto de contacto con otras dimensiones, a través del cual se produce una transferencia de energía. Esto se puede cuantificar a través de la formula L = mr 2, en la que "L" es la energia resultante, "m" la masa y "r" el momento angular. Dicho llanamente: recibimos aportaciones energéticas de otras dimensiones inaccesibles a nuestra experiencia tridimensional, y el propio sistema solar funciona como un mecanismo que genera los portales interdimensionales a través de los cuales penetra dicha energía.
Los parametros físicos y matemáticos requeridos para esta transferencia de energía e información procedentes de un hipotético espacio n-dimensional (donde n es un número indeterminado) fueron establecidas en su momento por personalidades científicas del siglo XIX de la talla del matemático alemán Georg Riemann, el físico escocés Sir William Thompson, el ya citado Maxwell y el matemático británico Sir William Rowan Hamilton. Fue concretamente el matemático Arthur Cayley quien estableció las relaciones geométricas interdimensionales que aparecen, no sólo en la llanura de Cydonia, sino también en la geometría sagrada que durante milenios ha acompaniado a las prácticas esotéricas más diversas y ha regido la configuracion formal de las construcciones de la arquitectura sagrada.
No obstante, hay una objeción legítima que hacer. Esta muy bien que exista una física hiperdimensional asociada a la mecánica celeste, pero ¿no hay algo más actual, más tangible, que pueda confirmarnos que estamos ante un indicio que pueda conducirnos a la antigua ciencia de los dioses? Fusión fría Entre el 6 y el 9 de diciembre de 1993 tuvo lugar la cuarta conferencia de fusión fría en Maui, Hawai, muy cerca del paralelo 19,5. Científicos de todo el mundo se habían reunido para tratar lo que podía ser el mayor hallazgo de la historia. Se presentaron mas de 150 ponencias del más alto nivel y asistieron los padres de esta disciplina: Stanley Pons y Martin Fleischmann, que habían acudido desde el laboratorio que en Niza ha montado para ellos Technova, una subsidiaria de Toyota. La conferencia de Maui fue el ultimo gran acontecimiento en el campo de la fusión fría, marginado por la ciencia oficial.
A pesar de que en todo el planeta existen equipos de investigacion que continúan trabajando sobre este tema, su labor sólo es recogida por revistas especializadas como Infinite Energy. Aquellos que, a pesar de la postura oficial al respecto se deciden a investigar el tema, se ven acosados por sus antiguos colegas. ¿Por qué esta persecución?. Los origenes de la fusión fría se encuentran en los trabajos de Pons y Flrischman, que el 23 de marzo de 1989 convocaron una rueda de presa en la universidad de Utah, para realizar un asombroso anuncio. Según habían comprobado repetidas veces, la electrólisis de agua pesada empleando electrodos de platino y paladio tenía como resultado una producción de energía calorífica mayor que la correspondiente a la electricidad utilizada. Si se encontraba una forma de aprovechar este calor adicional, habrían encontrado una fuente inagotable y gratuita de energia.
El informe levantó una encendida polemica. El 1 de mayo de1989 la American Physical Society dio carpetazo a todo el asunto catalogándolo de mera "superchería científica". Sin embargo, esto no desalentó a decenas de investigadores que, patrocinados por empresas multinacionales como Toshiba, Hitachi, Toyota, Exxon o Carterpillar, más interesadas en los resultados económicos que en los prejuicios científicos, continúan trabajando en este terreno. Los experimentos originales han sido reproducidos, incluso mejorados, en incontables ocasiones, pero nadie ha sido capaz de dar el paso definitivo en la explicación del fenómeno. Técnicos competentes, con amplia experiencia, se desesperan al comprobar como el mismo experimento, idéntico hasta el minimo detalle, arroja resultados diferentes cada vez que se realiza. A veces no sucede nada en absoluto; en cambio, la producción de calor es intensísima. Para añadir confusión, se ha comprobado que determinadas frecuencias acústicas actúan de catalizador de estas reacciones.
Tal vez, los antiguos alquimistas (depositarios a fin de cuentas de los vestigios de la antigua ciencia) pudieran aportar algo de luz a los trabajos de sus modernos seguidores. Ellos sabían bien que determinados momentos astrológicos eran más propicios que otros a la hora de llevar a cabo sus operaciones. Bajo el prisma de la física moderna esto es una insensatez, pero considerado bajo la física hiperdimensional todo adquiere un sentido muy claro, ya que es precisamente el curso de los planetas el que marca la pauta de transferencia de energía entre las dimensiones; posiblemente esa misma energía que se detecta en los recipientes de la fusión fría, pero que nadie acierta a explicar de dónde proviene. Por otro lado, resulta curioso que tanto el paladio como el platino y el aluminio (empleado también en los experimentos de fusión fría) tengan una estructura cristalina en forma de tetraedro y sus átomos se organicen formando esta misma figura geométrica, clave en las fórmulas de la física hiperdimencional.
Es muy probable que estos exploradores en el campo de la fusión fría estén redescubriendo algunos de los secretos que ya conocían los antiguos alquimistas y puede que alguien haya llegado un poco más lejos, aunque amparado en las sombras de un impenetrable secreto. Es posible que estemos otorgando atributos de máxima novedad a algo que determinados grupos podrían haber conocido y desarrollado en secreto desde hace años.
En la comunidad de los estudiosos de las conspiraciones hace tiempo que existe una creencia muy extendida respecto a la existencia de un "gran secreto" que explicaría numerosos casos de encubrimiento en los cuales aparece involucrado el gobierno estadounidense. La mayor parte de estos estudiosos opina que este secreto podría estar relacionado con los aparatos que incesantemente vienen avistándose en nuestros cielos, desde que en 1947 comenzara a hablarse de "platillo volantes". Pero existe otro sector que, afinando un poco más, opina que tras este muro de silencio se oculta toda una nueva rama de la ciencia, cuyo desarrollo tecnológico durante los ultimos 50 años se habría escamoteado a la opinión pública. La física hiperdimensional podría muy bien ser esa ciencia.
Aquí podría encontrarse la explicación al interés, por supuesto extraoficial, que departamentos gubernamentales de varios países han mostrado por los trabajos del heterodoxo y genial inventor Nicola Tesla, plenamente convencido de la existencia de otras dimensiones y de nuestra capacidad para contactar con ellas. También se explicaría la implacable persecución que sufrió en vida otro inventor genial, el psicólogo Wilhelm Reich, cuyo trabajo ha sido sistemáticamente sometido a campañas de desprestigio por un organismo con tan pocas atribuciones en el campo cieníifico como el FBI. ¿Por qué mereció un acoso tan cruel un hombre, Reich, que afirmaba haber descubierto una fuente de energía libre (orgón), a la cual accedía a través de unos "generadores" en los cuales una serie de formas geométricas (asociadas al tetraedro) tenían vital importancia?
En la misma línea, la existencia de un desarrollo tecnológico tan secreto como apartado de la ciencia convencional explicaría que en el seno de las altas esferas militares se produzcan casos como el de famoso Experimento Filadelfia o el HAARP (un proyecto ultra secreto para controlar el clima con fines militares), pasando por las misteriosas actividades que se desarrollan en la mítica Área 51. También quedaría explicada de esta manera la serie de incongruencias y ocultaciones en las que lleva años incurriendo la NASA en lo tocante al tema de Cydonia, o el súbito interés que la Ballistic Missile Defense Organization, dependiente del Pentágono, ha mostrado por la exploración de nuestro satélite, donde según Hoagland podría haber señales parecidas a las dejadas en Marte.
Pero, ¿por qué suprimir una tecnología que podría suponer el inicio de una edad de oro para la humanidad? Aquí ya no estamos hablando de mantener una ventaja estratégica sobre un potencial enemigo o de oscuros intereses económicos asociados a las grandes compañías petroleras. Lo que está en juego en este tema es algo aún más importante. Con una fuente de energía virtualmente gratuita y sin contar con otras insospechadas aplicaciones que pudiera tener la tecnología hiperdimencional (viajes espaciales, transmutación de los elementos, control del clima, etc.) nos encontraríamos ante un cambio radical de toda la estructura social y política a escala mundial.
La energía libre haría que prácticamente cualquier producto de los que adquirimos habitualmente tuviera un precio irrisorio. El sistema económico mundial se derrumbaría bajo el peso de toneladas de oro producido en el laboratorio y que ya no tendria ningún valor. Conceptos como riqueza, pobreza o propiedad se convertirian en meros recursos retóricos, sin ninguna realidad social que los respaldase. Se abriría una época de caos, pero también de esperanza. El poder económico y político caería por su propio peso, despojándolos de los mecanismos que lo sustentan y que pueden resumirse en una breve frase: "la capacidad de administrar unos bienes escasos". Al fin y al cabo, esta es la razon profunda por la cual en un mundo con 1000 millones de hambrientos crónicos y decenas de muertos anuales por inanición se destruyen alimentos, o se suprimen cultivos. La sociedad de la abundancia, como la del pleno empleo, son incompatibles con el sistema.
Sin embargo, si estamos ante un momento en el cual la misma dinámica interdimencional del universo determina un asalto cualitativo en la evolución, no habrá manera de impedir el cambio. Conocedor de los datos que acabamos de exponer, el norteamericano David M. Jinks los ha estudiado cuidadosamente y ha elaborado una impresionante teoría, expuesta en su revelador libro The monkey and the tetrahedron (Glass Moon Press, Seattle, 1999). Jinks llega a una sorprendente conclusión: los periodos de actividad hiperdimensional están intimamente ligados al ser humano y, en la actualidad, estamos a punto de acceder a uno de esos saltos evolutivos. Su argumentación no puede ser más racional. La práctica totalidad de los textos espirituales, antiguos o modernos, insisten en la importancia del amor como llave que abre las puertas de la evolucián humana.
El amor es un flujo completamente libre y sin restricciones de informacián, que puede tomar la forma de palabras, pensamientos o pura energía. En un mundo donde la aceptación incondicional fuera la regla, la energía en todas sus formas fluiria coherentemente sin ningún tipo de resistencia. El amor, descrito de esta manera, sería el estado ideal para la transmisión de la energía. Ahora, consideremos este concepto en términos de física hiperdimensional.
En el punto más alto de uno de estos periodos en los cuales la transmisión de energía desde otras dimensiones crece considerablemente, cuando la geometría del sistema está perfectamente alineada para permitir el flujo de información procedente de dimensiones superiores hacia nuestra realidad, ¿qué sucede? Básicamente, que aquellos sistemas que estén dispuestos a aceptar sin resistencia el flujo energético que les llegue se verán positivamente transformados por éste, mientras que aquellos que opongan resistencia al nuevo patrón de vibraciones sufrirán una serie de consecuencias adversas. Pues bien, a través de las predicciones de la física hiperdimensional. Jinks nos dice que esos periodos de máxima transferencia se dan cíclicamente y vienen a coincidir con aquellos momentos en los cuales se producen grandes convulsiones evolutivas en nuestro planeta, con extinciones en masa de ciertas especies y la aparición de otras.
Lo más inquietante es que todos los datos parecen indicar que ahora nos encontramos inmersos en uno de esos momentos. Es de justicia dejar constancia de que estos grandes ciclos ya fueron descritos con precisión por cosmogonías tan alejadas entre sí como la Maya, la Hindú o la de los indios Hopi norteamericanos, que coinciden en situar en la actualidad uno de estos periodos. Pero, además, existen pruebas objetivas que vienen a confirmar la veracidad de estas antiguas profecías. Una es la llamada resonancia de Schumann, que consiste en una serie de ondas estacionarias de la ionósfera terrestre. La existencia de estas ondas fue propuesta por el físico aleman. W.O. Schumann en 1952. Simplificando mucho, estas ondas pueden ser descritas como la resonancia electromagnéticas del planeta. Es decir, se puede pensar en esta frecuencia como en el pulso vibratorio de la Tierra: un patrón electromagnético que afecta a todos sus habitantes. Este patrón vibratorio es extraordinariamente estable y comprende un rango de frecuencia de 7, 8, 14, 20, 26, 33, 29 y 45 Hz.
La constancia de la resonancia de Schumann es tal que las comunicaciones militares de todo el mundo se han establecido en base a ella. Pero en 1987, sin razón aparente, el pulso del planeta comenzó a incrementarse. Según observaciones realizadas en el Instituto de Meteorología y Geofísica de la universidad de Frankfurt y por la universidad de Alaska, en 1994 ese latido estable de 7,8 ciclos por segundo había aumentado casi un 11% alcanzando los 8.6 Hz. En noviembre de 1996 ese incremento era aun mayor y la habitual estabilidad de esta constante se había perdido, viéndose sometido este ritmo natural a imprevisibles fluctuaciones. Se trata de un hecho alarmante, no sólo porque algo considerado hasta ahora como constante ha dejado de ser fiable, sino porque se trata de un fenómeno inexplicable, por más que los informes oficiales se afirme que es "consistente con las teorías aceptadas" Se cree que la vibración se volverá a estabilizar cuando alcance los 13 Hz, el número siguiente en la serie de Fibonacci, una progresión numérica muy significativa para la física hiperdimensional.
¿Qué podría significar todo esto? Básicamente, que un flujo de energía de origen desconocido no sólo está penetrando en nuestro planeta, sino haciendo subir su patrón vibratorio y, con éste, el de todo lo que el planeta contiene, incluidos sus habitantes. El calentamiento del globo, el agujero de la capa de ozono o el inexplicable fenómeno al que se enfrentan psicólogos de todo el mundo al comprobar como los coeficientes intelectuales de los niños nacidos recientemente crecen por encima de la media, sin que haya causa aparente para ello, pueden ser otros síntomas de que un flujo de energía-información está comenzando a transformar nuestro planeta. De nuestra capacidad para vibrar en armonía con él puede depender nuestra supervivencia o el que venga a sustituirnos una especie que encaje mejor con el nuevo patrón.
A pesar de la incomprensión, cuando no el abierto acoso por parte de las instituciones académicas oficiales, decenas de personas trabajan actualmente para abrir caminos en un campo que podría conducir a la humanidad hacia la tan anhelada edad de oro. En un momento en el cual la tecnología y la ciencia en que se basa parecen estar a punto de tocar techo, tal vez haya llegado el momento, querámoslo o no, de que la humanidad experimente un salto evolutivo que la conduzca a nuevas formas de organización social, política y económica. De ser así, lo más apropiado sería que lo hiciéramos voluntariamente para evitar que la transición resulte dolorosa y traumática. En este contexto, es comprensible que el poder establecido esté dispuesto a todo para evitar que este conocimiento trascienda, porque acarrearía la crisis definitiva de la actual cultura y el nacimiento de otra forma de pensar y de vivir, en cuyo marco no habría espacio para el sistema vigente, vertebrado sobre el trabajo remunerado. El reino de la necesidad daría paso a un reino de libertad sin precedentes. Pero en este caso, quienes actualmente ostentan el privilegio del poder, lo perderían.

http://www.freewebs.com/duende1818/

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Vale Sagrado de Tepoztlan audiolibro

Para factormaya Tepoztlan es un lugar sagrado e importante en la cosmologia maya. Con mas de 22 años de investigacion en la cosmologia maya, ovnis, Tepoztlan, Olmecas, Aztecas, factormaya rinde un tributo a la persona que consideran ser el mayor aportador a la investigacion y estudio del valle sagrado de Tepoztlan es Daniel Ruzo. Sus excelentes trabajos, su pasion nos lleva a rendirle un tributo al exponer su gran obre El sagrado valle de Tepoztlan en audio. Esperamos lo disfruten tanto como nosotros lo hemos hecho

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A SHAMBALLA MERIDIONAL

De forma semelhante à "Jerusalém", uma possível etimologia da palavra Shamballa confere um sentido de "reino da paz" -em sânscrito, Shama significa "paz", e Bala "poder". Para o Tibetano, a paz é um dos atributos da Vontade, que é a energia-de-raio mais própria deste Centro. Ver também outras matérias sobre Shamballa nesta obra.
No conceito de paz, temos embutida a imagem da convivência harmônica dos contrários. Servindo portanto para aludir à variação sazonal ou à equânime diversidade climática do paralelo 30, já que ali as Quatro Estações ocupam o mesmo tempo e espaço -no caso, através de rodízios. É como se fosse uma democracia do clima, havendo um momento predestinado a cada necessidade e tendência natural.
O sistema político do rodízio, é uma fórmula encontrada pelos povos para o equilíbrio social. Outra fórmula que temos proposto, é a da regionalidade. De modo que cada classe, seja responsável por uma esfera de poder (em termos de grandeza e unidade) condizente às suas capacidades e estados de consciência. Assim, os proletários se ocupam do poder municipal; os burgueses do poder estadual; os aristocratas do poder regional, e o clero do poder nacional. Com isto teríamos um definitivo enriquecimento do convívio social, talvez ainda mais próspero que o sistema de rodízios (já que seria mais estável), que de resto nem por isto seria de todo abandonado, mas sim adaptado a cada instância de poder, segundo a sua própria vocação.

Uma visão atual

Por toda uma década, o nosso trabalho esteve profundamente vinculado ao conceito geográfico central ou de paralelo 30 -ou da Shamballa Meridional-, focalizando a região que tem permitido reordenar intelectualmente, a partir dali, todos os códigos originais da civilização.
Diante da previsão de mudanças do foco hierárquico de um lado, assim como das novas propostas de ação sócio-cultural em outras regiões do país –reconduzindo o nosso foco uma vez mais para o paralelo 15– de outro lado, é importante contudo, redefinir como fica aquela perspectiva geográfica anteriormente focalizada, de uma forma quase exclusiva.
Ocorre que, a visão do paralelo 30, mais como uma base do que um objetivo, é aquilo que permite que este Centro envie regularmente emissários para transformar o mundo, onde isto for possível e necessário -tal como vem a ser, aliás, uma das tarefas tradicionais e mais reconhecidas de Shamballa. Ao longo dos tempos, deste Centro tem sido enviados mensageiros e emanadas doutrinas, tal como o Kalachakra budista. Acima de tudo, tanto quanto nos mitos, o tema está presente nas profecias hindus, onde afirmam que de Shamballa surgirá o Kalki Avatar, concluindo assim o ciclo de manifestações do deus Vishnu.
Assim, a rigor, não houve uma real mudança de pontos-de-vista, mas apenas de ênfase, enfoque ou perspectiva, já que, essencialmente, o nosso trabalho está vinculado às energias eternas do paralelo 30.
Porém, observamos comumente a forma como o despojamento nos brinda com uma visão mais ampla das coisas. Neste caso, no mesmo momento em que abdicamos ao foco imediatista do paralelo 30 -coisa que, é verdade, já havíamos anunciado pela nova valorização cíclica de outras latitudes, pese tudo o que a latitude 30 possa apresentar de ideal em termos atuais ou potenciais-, somos presenteados com a clara percepção do papel permanente do paralelo 30 na evolução do mundo!
Esta visão fora, em parte, eclipsada pela recente coincidência entre ênfase racial e universal, presente na raça árya, em torno desta coordenada. Porém, no momento em que nos dispomos a de fato organizar a nova raça, percebemos também que este foco central jamais será perdido, porque sua condições são também únicas e universais, servindo de trono divino permanente. E com isto, passamos a classificar "oficialmente" o paralelo 30 Sul como a "Shambala Meridional", em contraparte à tradição tibetana de nomear a "Shambala Setentrional".
Em parte, isto se deve à "renúncia" de ver a Hierarquia também no poder temporal do mundo, ainda dentro deste ciclo ou ronda humana. Como poderes puramente espirituais, Shamballa seguirá iluminando e orientando a humanidade, seja a partir de seu novo Centro Supremo e divino do Hemisfério Sul, seja a partir de suas ramas históricas e hierárquicas, no caso, a partir do paralelo 40 -realidade esta última todavia, e ao contrário do Hemisfério Norte, bastante incipiente ainda ao Sul do Equador, havendo territórios continentais apenas na América Meridional, o que pelo menos asseguraria a exclusividade do foco. Seja como for, a conexão entre estes dois pólos, será seguramente uma das chaves para a definitiva integração do Cone-Sul.
Como porta-vozes da Alta-Iniciação e representantes de Shamballa (na tripla acepção do termo: uma dimensão espiritual divina, um território geográfico central e uma dimensão mítica suprema), o nosso primeiro impulso foi, enquanto autodidatas pela própria natureza dos trabalhos, de fato empreender de forma algo intransigente o que entendíamos ser a defesa dos interesses da Hierarquia, seus valores e potenciais -e como esfera mais próxima a Shamballa e sua associada direta que vem a ser. No sentido de ascender a Hierarquia sobre a humanidade para lhe orientar, conforme tantos mitos parecem indicar, e mesmo certa lógica evolutiva. Contaria-se, para isto, também com a compreensão e a disciplina das classes superiores.
Com o passar dos anos, esta perspectiva foi se alterando, até o momento em que percebemos claramente os limites da atuação hierárquica -ou seja, que deveria manter-se algo informal, a exemplo de Shamballa-, sobre aquela que passamos a designar então como "a história dos homens".
Voltamo-nos assim mais para os interesses autênticos da humanidade, a partir de ótica pura de Shamballa e em confluência com os seus propósitos. Coisa que, de resto, jamais deixou, de um modo ou de outro, de estar presente em nossas atividades, dada a própria natureza geral dos enfoques.
Ao mesmo tempo, percebemos através atuação mais direta entre Shamballa e a Humanidade, que estamos trabalhando na organização daquelas classes superiores -como de resto de algum modo sempre o fizemos (a isto se destina, por exemplo, os trabalhos sobre Monarquia e Teocracia)-, que são as que se aproximarão cada vez mais das coisas sagradas e divinas, dando-lhes espaço e seguindo-lhes as orientações, uma vez que elas mesmas se acham positivamente a caminho do sagrado.

Futuro e desafio do paralelo 40

É claro que tudo isto coloca sérias questões para o Hemisfério Sul, que além de ter poucos territórios nesta latitude dos 40 (e ainda assim praticamente os únicos no Hemisfério Sul, conforme vimos), ainda apresenta ali uma vida cultural incipiente, vindo a exigir talvez no momento propício, uma verdadeira recolonização nas regiões adeqüadas, tendo em vista a organização do novo pólo de cultura mundial -e que deverá confirmar a profecia de que a pirâmide Tetralucis será erigida nos pampas...
Com relação a qual o caminho percorrido para este amadurecimento final, ou para a completação desta visão de mundo de contornos mais pragmáticos, diria que os fatores que possibilitaram esta guinada ou integração conceitual, foi a clara percepção histórica das realidades sócio-culturais -ou seja, o aprimoramento de uma Antropologia e de uma Sociologia. Enquanto estava fixado em conceitos mais gerais (como o de paralelo 30, por exemplo), preservava uma visão utópica e finalista. No mais, o fato de a região já se encaminhar para a perfeição (acrescentados de nossos limites, físicos sobretudo, para pensar de maneira mais desafiadora), fazia parecer que este seria realmente o grande foco de trabalhos, e que o resto andaria "a reboque", a partir desta referência original. Mas na medida em que descemos aos detalhes práticos, inicialmente através das religiões e das raças, e depois mediante as classes e as culturas, foi não somente possível, como também necessário afastar a mente do plano utópico "atemporal", para adentrar na esfera do realismo histórico. Enfim, todo este quadro foi sendo construído, pela progressiva valorização da diversidade.
Isto significa que, em definitivo, o paralelo 30 já não representa um foco racial ou hierárquico. O que se pode esperar é, isto sim, que todos os avatares apareçam no paralelo 30, por se tratar este da faixa shambaliana. Assim, em termos atuais, o paralelo 30 apenas tem significado desde o ângulo da Mercabah ou da Tradição da Cúpula de Cristal, por se tratar o presente momento de um divisor de ciclos, sujeito à servir de palco para uma grande renovação universal. O que sucedeu durante a raça árya, foi a coincidência de a Hierarquia se manifestar nesta latitude, em função de sua posição evolutiva de então. Porém doravante, o cânone racial se transladará para o paralelo 40. E é para lá que a nova Tradição Tetralucis, ou a nova cultura da humanidade, deverá remeter os seus maiores esforços. Mais que isto, este paralelo também se vincula à nova Hierarquia, ou à quarta rama de Shambala, através da humanidade, isto é, mediante o vínculo inescrutável existente entre ambas a esferas.
E isto é um grande desafio para o Hemisfério Sul, porque, ao contrário do Hemisfério Norte, não existe aqui muito território e ainda menos vida organizada nesta latitude. Para o Brasil em especial, representará uma provação particular, no sentido de que o país não possui terra nesta faixa. Isto determinará uma urgência e a importância em fomentar a unidade do Cone-Sul.

Contudo, até para isto, é preciso antes reorganizar o país, e concluir a sua formação sócio-cultural. Dentro de outros cinco séculos de história, será preciso organizar um sólido eixo cultural entre os paralelos 30 e 40. A presença de centros nesta latitude remota da América do Sul, será vista inclusive como um fator de segurança. Antigamente se dava valor à ilhas como fator de segurança, mas hoje em dia tal coisa não faz muito sentido, até pelo contrário.
Assim, ao contrário do que alguns têm pretendido, o paralelo 30 já não é e nem será um pólo de expressão da hierarquia, embora siga sendo e sempre será, o grande foco de manifestação da divindade. As dificuldades surgidas para a organização do suposto novo "ashram" racial do paralelo 30 proposta por alguns, poderia ser tomada como prova da inconsistência desta proposta.
Também se poderá pretender se tratar de algo precoce que ainda deve amadurecer, por se estar ainda organizando a nova civilização. Em parte, este argumento tem substância, porém, o principal fator, seria que os novos pólos hierárquicos passarão já ao largo do paralelo 30. Mantemos, contudo, a nossa recente visão, no sentido de que a conclusão da formação nacional, se dará efetivamente no Sul, centralizada muito provavelmente no próprio paralelo 30, mas não apenas por se tratar do centro hemisférico e sua avançada síntese cultural, como também pela natural confluência cultural internacional existente na área, dentre outros possíveis fatores. Ou seja: os mesmos motivos que fazem ainda hoje este "apêndice" do país ser hoje bastante negligenciado de forma algo preconceituosa, até porque existe muito para ser integrado neste país-continente, será amanhã, quando chegar a verdadeira hora da integração continental, o próprio motivo de sua ênfase e valorização, tendo em vista inclusive a organização do novo ashram, através do eixo entre os paralelos 30 e 40 que se criará então.
Assim, falar hoje de paralelo 30, significa de um lado história, e de outro aludir à revelação divina; em termos atuais, se trata da manifestação não tanto da hierarquia, como da própria divindade.

O futuro ashram racial do paralelo 40, será o que se poderá com propriedade chamar de cultura polar, pois esta faixa já ultrapassa o centro do hemisfério em direção aos pólos; tal como a civilização atlante, focada no paralelo 20, era chamada de cultura tropical, e a civilização lemuriana, por sua vez, de cultura equatorial. Em relação ao novo ashram, não haveria nenhuma necessidade de definir com maior precisão o quadro, porque este será o último desta ronda mundial ou do ciclo humano de evolução. Ainda que seguramente, há muito, exista vida e cultura humana em latitude ainda mais elevadas.
Existe uma explicação sistemática para a ocupação das latitudes, antes de sua organização como ordem civilizada e ashram hierárquico. Assim, como se pode relacionar a ordem hierárquica às faixas do planeta, o mesmo se pode fazer em relação às raças. Ou seja: a terceira raça atinge o paralelo 30, a quarta raça atinge o paralelo 40, e assim por diante. Mas nem por isto, estas latitudes mais elevadas serão objetos de uma ordem civilizada -ao menos não nos padrões da civilização tradicional, que implica em algo mais universal; já que em termos físicos modernos, isto ainda é possível e sucede mesmo, pese os desafios e os custos que isto acarreta para a existência humana.
Nisto, é muito interessante observar que o paralelo 30 foi ocupado pela humanidade lemuriana, na qual sucedeu o advento de Shamballa, há cerca de 15 mil anos, mais ou menos no momento em que o homem atlante, asiático ou amarelo chegava às Américas; momento que correspondeu também ao da última glaciação.
Pode-se então perguntar: afinal, quem abre caminho para quem, a humanidade ou a hierarquia? Realmente existe aqui uma via de dupla-mão, como o leitor poderá imaginar. Desde o ângulo espiritual, a Hierarquia abre caminhos para a humanidade, ao passo que, desde o ângulo material é a humanidade que abre caminhos para a Hierarquia. Não há dúvidas de que a Hierarquia seja pioneira na busca da cultura e na concretização dos caminhos espirituais. É ele que realiza os experimentos internos que resultam no progresso da cultura, através de sua dinâmica aspiração espiritual. E da forma como segue de maneira fiel e criativa o dharma dos avatares.
Por sua vez, sabe-se que os interesses humanos, determinam originalmente rotas físicas no mundo, para fins de migração e comércio por exemplo. Com isto se organizam estruturas básicas e se unem nações, em prol de tais intercâmbios. Sobre estes mesmos caminhos, também transita então o dharma, realizando trocas culturais importantes e alastrando a luz espiritual.

História e eternidade no Paralelo 30

Na atualidade, pretendemos deixar em definitivo claro o papel do paralelo 30 na história universal, sem distorções ou exageros, assim como sem reduçõese preconceitos. Dez anos após darmos início às nossas primeiras divulgaçõe sem Geografia Sagrada, tendo como marco histórico a publicação do Jornal Paralelo 30, estamos plenamente habilitados a realizar uma síntese de nossas posições, e também da situação atual do país e do mundo, numa formulação clara e, mui provavelmente, definitiva.
Assim, desde o ponto de vista da hierarquia, a luz do paralelo 30 já é apenas história -ainda que, como comumente sucede nestas questões, também sirva de sementeira para grandes questões proféticas. Não faltará contudo, quem pergunte se isto não compromete a validade espiritual de nosso próprio trabalho, ou de outros que porventura tenham aparecido ou se desenvolvido nestas latitudes no último século. Pois bem, naquilo que nos diz respeito, a resposta é negativa, e pela seguinte razão.
Desde o início, deixamos claro que o nosso trabalho não advém do centro da Hierarquia, e sim de Shamballa mesmo. A detida avaliação das realidades hierárquicas e até humanas, não diminui este plano de trabalhos, apenas define um serviço voltado para a reorganização destas esferas; além de integrar certas "recapitulações" shamballianas.
E como tal, o paralelo 30 é uma referência permanente e original, ainda que cíclica, já que suas revelações tendem a ser são dadas ao mundo sob o intervalo de séculos e até de milênios. Quanto a outras manifestações surgidas nos tempos atuais nestas latitudes, isto deve ser visto como "reminiscências", ou atribuído a um certo complemento, coisa também existente no contexto das revelações shambalianas, ainda que este quadro apresente uma difusão quase infinita, tal como, na época do Buda, apareceram expoentes hierárquicos em todas as partes do planeta, como que a confirmar a tradição védica do advento dos rishis para completar o trabalho dos Manus; quadro este sempre favorecido pela excepcional contextualização do paralelo 30.
Podemos também dizer que as prospecções havidas no final do século XX, em torno da criação de um ashram hierárquico no paralelo 30 (adeqüadamente identificado como o quarto ashram), sugerem um ressurgimento residual de valores áryos em torno da região (daí o seu equivocado nexo com Mercúrio), somada à renovação que esta região, identificada como a própria rota das grandes revelações, sempre traz na época das grandes restaurações do mundo; como é o presente momento da Terra.
Bem mais que um "canto do cisne" da hierarquia, estas manifestações podem ser entendidas como um ensaio e a busca de novos caminhos, sendo evidente que, neste contexto, nenhum trabalho alcançou um tal desenvolvimento, amplitude e espírito de síntese que o de LAWS, voltado para a reconstrução da civilização em toda a extensão do termo, apontando já não apenas onde a humanidade deve chegar, como também a forma de fazê-lo.
Todas as formulações anteriormente apresentadas por nós, seguem válidas no seu essencial e aproveitáveis de um modo ou de outro: seja a concepção radial ou solar de Nova Albion, onde a luz de Shamballa ganha o mundo a partir do paralelo 30; seja a grande tradição árya que, de resto, se habilita como paradigma para a ronda vindoura (já inteiramente shambaliana); ou mesmo o caráter assistencial, lunar ou cíclico, apresentado em nossas obras mais recentes, baseado por exemplo na manifestação periódica dos avatares nesta faixa shambaliana, e cujo intervalo pode suceder por vezes sob o registro de séculos, e não de milênios, como aconteceu no intervalo havido entre Buda e Jesus, separados apenas cinco séculos no tempo (em alguns casos o ciclo pode ser ainda menor).

A terra oculta

Assim, em função da rica herança cultural árya, centrada no paralelo 30, tem surgido nestes tempos de transição, grupos e autores que pregam a importância desta região para a restauração da cultura universal, e até mesmo a idéia do aparecimento de um novo ashram hierárquico na região (o que já denotaria um atavismo sem cabimento). Ainda que não tenham chegado a se organizar politicamente -no que seria talvez uma atividade humana-, e nem ao menos em termos mais espirituais -uma forma mais ligada à hierarquia-; o que seria uma prova da falta de fundamento destas teses. Tal como também tem aparecido, mais junto aos trópicos, nesta época de renascer das Américas, grupos e pensadores propondo o resgate da cultura atlante pré-colombiana, ou focada no paralelo 20.
Ambos os segmentos têm lá as suas razões, ao mesmo tempo em que devem contudo se reciclar. Todo este trabalho é útil apenas como um resgate preliminar, ou um treinamento para as coisas futuras, por assim dizer.
No paralelo 30, o que teremos agora -como sempre foi, porém enfatizando doravante o Hemisfério Sul-, é a atividade do centro maior de Shamballa. Que é um pólo permanente, porém em ampla medida invisível, por destacar em sua natureza aparente a harmonia das coisas naturais, e na sua sabedoria aqueles mistérios mais sagrados e ocultos. Apenas a hierarquia e, sobretudo a humanidade, é que buscam maiormente dar uma forma própria ao sagrado, através da doutrina e da arte, por exemplo, com destaque para a arquitetura.
Tudo isto -luz, doutrina, arte- até poderá emanar uma vez mais do paralelo 30, já que é chegada uma época de grandes fundações -o chamado momento-Shambala. Porém, sempre com destaque para o mais profundo. Em nossa visão atual, pensamos que, ocasionalmente, o paralelo 30 possa e deva vir a se tornar um eixo no futuro do continente, dada a riqueza de fatores que enfatizam a região. Porém, isto deverá ser compartilhado com os verdadeiros pólos atuais, humanos e hierárquicos, tal como será o paralelo 40.
Caberia, contudo, agregar mais algumas visões clássicas de Shamballa ao contexto meridional. Um dos aspectos mais notáveis deste mito, diz respeito à sua inacessibilidade geográfica e, talvez, ainda mais, do próprio refinamento intelectual do símbolo. Existe aqui na verdade dois fatores, um histórico e outro perene.
De fato, muitos fatores concorrem para o Sul ser este "estranho" ao Brasil, entre eles a sua condição de fronteira e a própria aristocrática índole altaneira sulista. Para aqueles do Centro do país, detentores tradicionais do grande poder, e que se embeberam de longas tradições políticas e cultura refinada, é difícil admitir que sociedades novas e povos guerreiros aspirem à uma legítima vocação ao poder e ouse desafiar as suas torres. No caso, temos também a reedição de um clássico embate entre a decadência civilizada e a renovação protagonizada pelos estóicos povos das estepes, onde os ditos civilizados sempre buscam diminuir o valor destes ditos "guerreiros bárbaros", como incapazes de administrar a civilização, quando na realidade a História demonstrou muitas vezes que a coisa não é assim tão simples: importantes renovações civilizatórias surgiram destes processos, bastando mencionar os toltecas e os mongóis. Não por acaso, a missão de um Getúlio Vargas permanece como a grande estrela nacional.
Também difícil é assimilar este Sul "perfeito", que à primeira vista se deve à colonização européia, mas que um olhar mais profundo pode revelar muitas outras influências, especialmente a vocação de equilíbrio do homem local, sob a harmonia da ciranda das Estações. Eis um homem que preserva as raízes do seu telurismo, ao mesmo tempo em que aspira pelo progresso material e o avanço na modernidade -um homem com raízes profundas, com certeza, habilitado por isto a voar muito, muito alto!
É incompreensível, enfim, este contraste entre a rudeza manifesta e a vocação universal também não raro revelada. No mais, é mister reconhecer que o Sul também está em evolução, ainda que dentro de sua forma peculiar de evoluir. Por esta razão, o Sul segue e seguirá sendo ainda um tesouro oculto, manancial de altas vocações que um dia despontará com luz universal plena.

Paralelo 15: o trabalho atual

Porém, se o paralelo 40 representa o centro da futura humanidade em seus vínculos com a Hierarquia, e o paralelo 30 significa uma luz eterna e imorredoura vinculada à divindade, pode-se dizer talvez, que o coração deste processo civilizatório em construção, se acha por sua vez na grande nação brasileira, com suas próprias balizas geográficas, e que decorre em plena região tropical (paralelo 20), podendo contudo oscilar em toda a sua extensão territorial, que vai desde a faixa do Equador (e além), até a faixa temperada do paralelo 30 (e além).
Nestes termos, na atualidade estamos focalizando a região que tem por centro o paralelo 15, centro da faixa vigesimal (10º a 19º), portanto, e que centralizava e simbolizava as culturas pré-colombianas (Peru, México).
Isto implica, naturalmente, a revivescência dos valores e costumes atlantes, com atenção às questões psico-emocionais, devocionais, conjugais, etc. Ao mesmo tempo, socialmente falando, o processo em questão já envolve uma dimensão terciária, vinculada à formação da aristocracia nacional. E isto já aporta valores áryos e mentais, desde o início do século XX, e por um período de dois séculos aproximadamente.
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